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Papa substitui australiano que usa confissão para proteger abuso sexual

Papa substitui australiano que usa confissão para proteger abuso sexual

O papa Francisco aceitou a renúncia do arcebispo de Melbourne, que disse preferir ir para a cadeia a quebrar o segredo de confissão sobre qualquer abuso sexual de crianças que pudesse ter sido revelado no confessionário.

O Vaticano anunciou, esta sexta-feira, que o pontífice nomeou o monsenhor Peter Comensoli, 54 anos e que serviu como bispo auxiliar em Sydney, para liderar a arquidiocese, substituindo o arcebispo Denis Hart.

No ano passado, numa entrevista, Hart objetou a uma recomendação da Comissão Real da Austrália sobre abuso sexual de crianças que os padres deveriam relatar casos de abuso ouvidos no confessionário às autoridades.

Então chefe da conferência dos bispos da Austrália, Hart defendeu a natureza especial da confissão como parte da liberdade religiosa.

A igreja australiana tem sido afetada por escândalos de abuso sexual envolvendo clérigos proeminentes.

Na próxima semana, um magistrado deverá sentenciar o arcebispo de Adelaide, Philip Wilson.

Em maio, o magistrado considerou Wilson culpado por não denunciar à polícia o abuso repetido de dois meninos do altar por um padre pedófilo durante a década de 1970.

Wilson é o clérigo católico mais importante do mundo a ser condenado por encobrir o abuso sexual infantil.

O cardeal australiano George Pell, que serviu no Vaticano como um dos principais assessores do papa, enfrenta julgamento no seu Estado natal, Victoria, por acusações de abuso sexual.

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