Reino Unido

Parlamento britânico aprova emenda para atrasar Brexit

Parlamento britânico aprova emenda para atrasar Brexit

Os deputados britânicos aprovaram a emenda Letwin ao acordo de Brexit, que obriga o primeiro-ministro a pedir uma extensão do prazo de saída do Reino Unido à União Europeia.

A emenda em causa, aprovada com 322 votos a favor e 306 contra, suspende a aprovação do acordo até ser aprovada a legislação necessária para o aplicar. O resultado da votação surge ao fim de cinco horas de debate, o primeiro em 37 anos a um sábado no Parlamento britânico.

Perante a não aprovação do acordo, a "lei Benn" determina que o que primeiro-ministro tenha de escrever uma carta até às 23 horas a solicitar uma extensão do processo de saída da UE por três meses, até 31 de janeiro. Mas Boris Johnson recusou pedir o adiamento do Brexit, previsto na lei: "Não vou negociar um adiamento, nem a lei me obriga a fazê-lo", alegou, acrescentando que "mais um adiamento seria mau para este país ou para União Europeia e mau para a democracia".

Assim, o Governo britânico decidiu retirar a proposta para ser votado o novo acordo para o Brexit negociado pelo primeiro-ministro, mas pretende apresentar na próxima semana a proposta de lei para regulamentar o acordo para conseguir sair da UE até 31 de outubro. "Espero que [os deputados] mudem de ideias e apoiem este acordo em números esmagadores", afirmou Boris.

Entretanto, durante o debate no Parlamento, centenas de milhares de manifestantes anti-Brexit saíram à rua, em Londres, para pedirem um novo referendo à saída do Reino Unido da UE.

França insiste que novo adiamento não "serve os interesses de ninguém"

Um novo adiamento do 'Brexit' não "serve os interesses de ninguém", afirmou este sábado a Presidência da República Francesa, instando o parlamento britânico a votar o acordo revisto para a Saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

"Um novo adiamento não serve os interesses de ninguém. Um acordo foi negociado, cabe agora ao parlamento britânico dizer se o aprova ou não. É preciso uma votação sobre o seu conteúdo", reagiu o Palácio do Eliseu, após o Governo britânico ter decidido não submeter à votação parlamentar o acordo do 'Brexit', devido à aprovação de uma emenda que obriga o primeiro-ministro, Boris Johnson, a solicitar uma nova prorrogação para além de 31 de outubro.

A reação do Eliseu reitera a posição manifestada na sexta-feira, no final da cimeira europeia, por Emmanuel Macron, que defendeu que a UE não deve conceder um novo adiamento do 'Brexit' ao Reino Unido.

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