Violência

Parlamento da Guiné-Bissau condena ataque a jornalista e exige investigação

Parlamento da Guiné-Bissau condena ataque a jornalista e exige investigação

A comissão permanente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau condenou esta quarta-feira o ataque ao blogger guineense Aly Silva e exigiu às autoridades a sua investigação.

O parlamento guineense condenou com "veemência o rapto e o espancamento do cidadão, jornalista e bloguista António Aly Silva" e exigiu às "autoridades a adoção de medidas urgentes e apropriadas com vista à descoberta dos autores deste hediondo ato" e a sua entrega "à justiça", referiu uma deliberação enviada à Lusa, após uma reunião da comissão permanente.

O bloguista guineense Aly Silva foi sequestrado e espancado, na terça-feira, no centro de Bissau, tendo depois sido abandonado nos arredores da cidade, um caso denunciado pela Liga Guineense dos Direitos Humanos.

Fonte do Ministério do Interior guineense contactada pela Lusa disse que soube deste incidente através daquela organização de defesa dos direitos humanos.

Em entrevista esta quarta-feira à Lusa, Aly Silva denunciou que foi agredido a mando de "pessoas ligadas ao poder", associando-as diretamente ao Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló.

As organizações da sociedade civil têm denunciado diversas violações dos direitos humanos contra ativistas, políticos, deputados e jornalistas e órgãos de comunicação social.

Um dos casos mais recentes foi o de dois ativistas políticos do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G-15), segunda força política do país e que integra a coligação no Governo, que denunciaram publicamente terem sido espancados alegadamente por guardas da Presidência guineense, dentro do Palácio Presidencial, um caso a que o Ministério Público guineense ainda não deu seguimento, de acordo com a Liga dos Direitos Humanos.

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