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Guerra na Ucrânia

Parlamento russo admite ataque nuclear "apenas em retaliação"

Parlamento russo admite ataque nuclear "apenas em retaliação"

A doutrina militar russa prevê a utilização de armas nucleares "apenas em retaliação" a um ataque semelhante contra o país, disse, esta quinta-feira, o presidente da Duma (câmara baixa do parlamento), Viacheslav Volodin.

"Quanto à Federação Russa, só contemplamos a possibilidade de responder (com um dispositivo nuclear) a um ataque direcionado", disse Viacheslav Volodin à estação de rádio "Komsomolskaya Pravda".

"Para nós é apenas uma resposta, no âmbito da defesa. Se eles nos atacarem, nós respondemos", acrescentou.

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De acordo a entidade, até agora, o "único país que usou armas nucleares foram os Estados Unidos".

Por esta razão, "qualquer coisa pode ser esperada de Washington", observou.

"Eles [Estados Unidos] bombardearam as cidades pacíficas de Hiroshima e Nagasaki. Em agosto, nos dias 06 e 09, haverá o aniversário. Você pode esperar isto deles", insistiu, avisando que a doutrina norte-americana permite um "ataque preventivo".

A Rússia anunciou no final de fevereiro que estava a colocar a suas forças de dissuasão nuclear em alerta face a "declarações agressivas" dos principais países na NATO devido à campanha militar russa na Ucrânia.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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