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Parlamento venezuelano pede expulsão do país de observadores políticos

Parlamento venezuelano pede expulsão do país de observadores políticos

O presidente do parlamento venezuelano, Diosdado Cabello, pediu, domingo, a expulsão do país dos ex-Presidentes Jorge Quiroga (Bolívia), Andrés Pastrana (Colômbia) e Alberto La Calle (Uruguai), após o Conselho nacional eleitoral lhes ter retirado as credenciais de "observadores políticos".

A autoridade eleitoral anulou, domingo, essas credenciais aos ex-Presidentes após estes terem pedido o encerramento das assembleias de voto para as eleições parlamentares às 18 horas locais (22.30, hora de Portugal continental), apesar de a lei eleitoral venezuelana o proibir caso ainda existam eleitores com a intenção de votar.

"Não existiu qualquer inconveniente a não ser agora, com um incidente particularmente delicado" protagonizado por "ex-Presidentes desempregados e que não têm nada que fazer nos seus países", disse Cabello.

O responsável considerou estar em causa uma "falta de respeito aos princípios éticos" e acusou os ex-Presidentes de fazerem o "trabalho sujo" da oposição.

"Quando tudo decorria em paz, porquê esta provocação, por que motivo estes senhores provocaram no nosso povo?", interrogou-se Cabello, antes de apelar às bases do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, apoiante da "revolução bolivariana" liderada pelo falecido Presidente Hugo Chávez) para estarem "em alerta nas ruas".

O político definido como o número dois do "chavismo" considerou ainda tratar-se "de uma atitude de ataque" ao povo e às eleições.

Por norma tem sido permitido que, após as previstas 12 horas de abertura das assembleias de voto, estes locais permaneçam abertos para permitir a votação de todos os presentes.

Não serão "estes irresponsáveis [...] que vão ridicularizar a Venezuela", adiantou Cabello.

"Não permitiremos que estes ex-Presidentes, cúmplices de assassinatos nos seus países, de violações dos direitos humanos, nos venham dar lições de democracia", assegurou, insistindo que foram à Venezuela "para fazer o jogo sujo" da oposição à Revolução Bolivariana.

Após referir que a melhor resposta será "o povo sair à rua e ir votar", voltou a referir-se a uma "provocação".

"Estavam à procura da provocação? Se assim é, por vezes há que cair em provocações", sustentou.

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