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Partido de Ianukovich responsabiliza o seu líder pela crise

Partido de Ianukovich responsabiliza o seu líder pela crise

O grupo parlamentar do Partido das Regiões, a formação do deposto Presidente ucraniano Viktor Ianukovich, responsabilizou este domingo o seu líder pela crise e pelos distúrbios que esta semana fizeram 82 mortos em Kiev.

"A Ucrânia foi traída. Provocaram o confronto entre as pessoas. E toda a responsabilidade recai sobre Ianukovich e a sua envolvente mais próxima", pode ler-se numa declaração da fação parlamentar, que foi a principal base de apoio do destituído chefe de Estado.

Os deputados do Partido das Regiões (PR) condenaram as "ordens criminais que afetaram simples cidadãos, soldados e oficiais".

"Condenamos a fuga e a cobardia de Ianukovich. Condenamos a traição", referiu o documento, sublinhando que "a Ucrânia foi enganada e saqueada, mas isto não é nada comparado com a dor de dezenas de famílias que perderam os seus entes queridos em ambos os lados das barricadas".

O PR, acrescentaram os deputados, tem mais de um milhão de militantes e representa os interesses de mais de 10 milhões de eleitores.

"Estamos no Parlamento para servir a Ucrânia e o seu povo", escreveram os deputados, enfatizando que as diferenças ideológicas "não são um impedimento para trabalhar conjuntamente pelo bem do país, já que pode haver diferenças de opinião, mas o objetivo é um: uma Ucrânia unida, forte e independente".

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Os deputados do PR acrescentaram ainda que "as tentativas de intimidação total e de desestabilização das regiões são inaceitáveis numa sociedade democrática".

O parlamento ucraniano designou hoje como Presidente interino Olexandre Turchinov, braço-direito da líder da oposição Iulia Timochenko e desde sábado presidente do parlamento.

A nomeação de Turchinov, aprovada por 285 dos 339 deputados presentes na sala, ocorre depois da destituição do Presidente Viktor Ianukovich pelo parlamento, no sábado.

A crise política na Ucrânia iniciou-se há três meses, depois de Ianukovitch suspender os preparativos para um acordo com a União Europeia, e agravou-se em finais de janeiro, quando se registaram as primeiras mortes, com a aprovação de leis limitando a liberdade de manifestação.

O balanço oficial da violência dos últimos dias é de cerca de 80 mortos, embora a oposição fale em mais de 100.

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