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Partidos políticos brasileiros já têm candidatos às presidenciais de outubro

Partidos políticos brasileiros já têm candidatos às presidenciais de outubro

Os partidos políticos brasileiros realizaram até ao prazo limite, domingo, as respetivas convenções para escolherem os seus candidatos na próxima eleição presidencial no país, marcada para outubro.

Considerado o escrutínio mais disputado desde a redemocratização do Brasil, país onde o Presidente da República voltou a ser escolhido pelo voto direto em 1989, após 21 anos de ditadura militar, os candidatos terão que superar a desconfiança popular causada por escândalos de corrupções que envolveram centenas de políticos, de vários partidos, nos últimos quatro anos.

Baseada nas últimas sondagens de intenção de voto divulgadas no país, a Lusa fez um levantamento sobre quem serão os principais candidatos já confirmados pelos seus partidos.

Luiz Inácio Lula da Silva, de 72 anos, ex-Presidente e líder icónico da esquerda, está preso por envolvimento em esquemas de corrupção relacionados com a petrolífera estatal Petrobras, mas será candidato pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

Como o registo da sua candidatura tende a ser negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por ter sido condenado em duas instâncias da Justiça brasileira, condição que legalmente impede a sua participação em eleições para cargos públicos, Lula da Silva deve ser substituído na reta final da corrida eleitoral por Fernando Haddad, ex-presidente da câmara de São Paulo.

O segundo nome que mais preferências granjeia nas sondagens de intenção de voto é o de Jair Bolsonaro, de 63 anos, militar da reserva e a cumprir o sétimo mandato consecutivo como membro da Câmara dos Deputados, câmara baixa do Congresso brasileiro.

Em janeiro de 2018, anunciou a filiação no Partido Social Liberal (PSL), sigla pela qual disputará a Presidência do Brasil pela primeira vez.

Defensor de ideias de extrema-direita e com uma agenda ultraliberal, tornou-se conhecido por fazer declarações polémicas contra minorias, homossexuais e mulheres.

Atualmente é arguido numa ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta prática de apologia ao crime de violação e por injúria.

Marina Silva, de 60 anos, ficou conhecida por defender uma agenda assente em políticas de defesa e de promoção do ambiente.

Foi deputada estadual no Acre (1991-1994) e senadora pelo mesmo Estado brasileiro duas vezes (1995 a 2010).

A sua passagem mais marcante na política foi no cargo de ministra do Meio Ambiente entre 2003 e 2008, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Disputou a Presidência do Brasil em duas eleições, em 2010 e 2014, não tendo passado à segunda volta em nenhuma das ocasiões.

Fundou um novo partido, Rede Sustentabilidade, pelo qual concorrerá à Presidência.

Ciro Gomes, também de 60 anos, foi ministro das Finanças (1994 a 1995), no final do governo do ex-Presidente Itamar Franco e início do governo do antigo Presidente Fernando Henrique Cardoso.

Ocupou o cargo mais alto do Ministério da Integração Nacional (2003 a 2006), no primeiro mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva.

Já disputou a Presidência do Brasil duas vezes, em 1998 e 2002, não tendo chegado à segunda volta em nenhum dos escrutínios.

Concorre pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Geraldo Alckmin, de 65 anos, é médico, mas entrou na política em 1972.

Foi governador do Estado brasileiro de São Paulo por três mandatos, todos pela formação a que atualmente preside, o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Disputou a Presidência do Brasil em 2006, quando foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.

Henrique Meirelles, de 72 anos, foi presidente mundial do BankBoston, onde ingressou em 1974.

Em 2002 tornou-se presidente do Banco Central do Brasil, cargo que desempenhou entre 2003 e 2010, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Tornou-se ministro das Finanças no Governo do Presidente Michel Temer entre maio de 2016 a abril deste ano.

Foi oficializado candidato do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) ao cargo de Presidente do Brasil, que disputará pela primeira vez defendendo um programa que prega a continuidade da política de austeridade no Brasil.

Álvaro Dias, de 73 anos, é senador (membro da câmara alta do congresso, onde cumpre o quarto mandato.

Entre 1987 e 1991, foi governador do Estado do Paraná.

Defensor de políticas de austeridade e valores conservadores será candidato pelo partido Podemos.

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