Jerusalém

Patriarca de Jerusalém apela à reconciliação no Médio Oriente

Patriarca de Jerusalém apela à reconciliação no Médio Oriente

O patriarca latino de Jerusalém, Fouad Twal, apelou na sua mensagem de Natal à "paz e reconciliação" no Médio Oriente, quando cerca de 50 mil cristãos começaram a deslocar-se a Belém, cidade berço do cristianismo.

Fouad Twal, de 71 anos, principal autoridade católica romana na terra santa, celebrou a missa do galo na igreja de Santa Catarina, situada ao lado da Basílica da Natividade, na presença do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, e milhares de fiéis.

"Queremos a paz, a estabilidade e a segurança para todo o Médio Oriente", declarou o patriarca latino de Jerusalém.

Referindo as revoluções árabes, Twal apelou à oração "pelo regresso à calma e reconciliação na Síria, Egipto, Iraque e no Norte de África", tendo-se manifestado "preocupado" com a situação dos cristãos do Médio Oriente.

"A nossa região enfrenta transformações radicais que têm um impacto sobre o nosso presente e futuro. Não podemos ser meros espectadores", alertou.

Numa homilia marcada por um tom mais político do que nos Natais anteriores, Twal, originário da Jordânia, abordou a questão palestiniana.

Ao salientar que os palestinianos se voltaram para a ONU "com a esperança de uma solução justa para o conflito, com a intenção de viverem em paz e em segurança com os seus vizinhos", o mesmo observou que aqueles "pediram a retoma de processo de paz que falhou".

"Este processo deixou o gosto amargo de promessas não cumpridas e um sentimento de desconfiança", disse, constatando o fracasso das negociações entre Israel e a Palestina.

Fouad Twan entrou em Belém, zona autónoma da Cisjordânia, acompanhado pelas tropas de escuteiros da Palestina. O cortejo colorido deu lugar a uma grande festa popular junto à praça da Manjedoura, no centro de Belém, que é a principal atracção turística anual na Cisjordânia.

Cerca de 50 mil visitantes, menos do que no ano passado, deslocaram-se a Belém este fim-de-semana, segundo o ministro do Turismo, Khouloud Daibess, citado pela agência noticiosa francesa AFP.

Em 2010, a cidade berço do cristianismo acolheu cerca de um milhão e meio de turistas e a terra santa mais de três milhões, um número recorde, segundo as estatísticas palestinianas.

Durante a época de Natal, o Exército israelita alivia as medidas de segurança para facilitar a passagem de peregrinos cristãos nos postos de controlo.

Belém está situado além do muro de segurança erguido por Israel na Cisjordânia, que os palestinianos designam como "muro do apartheid".

As comunidades cristãs da terra santa comemoram o Natal em datas diferentes, os católicos romanos a 24 e 25 e os ortodoxos no início de Janeiro.

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