Conflito

Pelo menos 115 mortos em ataques na República Centro Africana

Pelo menos 115 mortos em ataques na República Centro Africana

Pelo menos 115 pessoas foram mortas e mais de 50 ficaram feridas em ataques nos últimos dias na cidade de Bangassou, no sudeste da República Centro Africana, informou esta quarta-feira a Cruz Vermelha.

O responsável local da Cruz Vermelha Antoine Mbao-Bogo disse que 37 corpos já foram enterrados e que os funerais continuam.

Centenas de combatentes anti-balaka (milícia predominantemente cristã) atacaram durante o fim de semana a cidade e a base da Missão das Nações Unidas na RCA (MINUSCA).

A missão da ONU indicou que as tensões se estenderam à cidade de Bria (norte), onde confrontos na terça-feira entre rebeldes Seleka (maioritariamente muçulmanos) e anti-balaka causaram pelo menos cinco mortos e 29 feridos. Os capacetes azuis intervieram para separar os dois grupos.

Uma série de ataques em áreas remotas do país na última semana forçaram mais de 15 mil pessoas a abandonarem as suas casas.

No domingo, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, tinha-se declarado "indignado" pelos recentes ataques contra capacetes azuis em Bangassou.

Em menos de uma semana, seis soldados da paz tinham sido mortos naquela localidade, que dista cerca de 470 quilómetros da capital Bangui.

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"Os recentes incidentes demonstram que a situação na RCA permanece frágil, assim como a necessidade de apoio contínuo da região e da comunidade internacional para superar as dificuldades a que o país tem que fazer face", declarou Guterres num comunicado.

A República Centro Africana mergulhou no caos em 2013 quando rebeldes muçulmanos derrubaram o Presidente cristão do país.

Em 2014, para proteger os civis da violência entre fações muçulmanas e cristãs, as Nações Unidas lançaram uma missão de paz para o país, que conta agora com mais de 12 mil homens.

Portugal participa nesse esforço com 160 militares - 156 do Exército, entre os quais 111 Comandos, e quatro da Força Aérea - destacados para a MINUSCA desde finais de janeiro de 2017.

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