Balanço

Pelo menos 25 combatentes mortos em ataques dos EUA no Iraque

Pelo menos 25 combatentes mortos em ataques dos EUA no Iraque

Pelo menos 25 combatentes morreram nos ataques de retaliação dos Estados Unidos na fronteira entre o Iraque e a Síria, anunciou esta segunda-feira uma milícia apoiada pelo Irão, que prometeu vingança pela "agressão dos corvos americanos do mal".

Um anterior balanço apontava para 19 combatentes mortos no domingo nos ataques aéreos dos Estados Unidos a bases de uma fação armada pró-iraquiana no oeste do Iraque.

Os ataques perto de Alcaim, uma cidade iraquiana na fronteira com a Síria, onde as Brigadas do Hezbollah no Iraque e na Síria combatem ao lado do regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, provocaram "25 mortos e 51 feridos - combatentes e comandantes - e o balanço ainda pode aumentar", indicou a Hachd al-Shaabi, organização de milícias paramilitares formada para combater o grupo extremista Estado Islâmico (EI).

As brigadas, também conhecidas como Kataeb Hezbollah, são uma força independente do grupo libanês com o mesmo nome e operam sob um conjunto de milícias, muitas apoiadas pelo Irão, conhecidas coletivamente como Forças Populares de Mobilização.

Os Estados Unidos culparam aquela milícia de ter disparado foguetes na sexta-feira que mataram um empreiteiro do Departamento da Defesa norte-americano num complexo militar perto de Kirkuk, no norte do Iraque.

Um porta-voz do Kataeb Hezbollah negou ter provocado o ataque às bases norte-americanas, acusando os EUA de usarem a morte do empreiteiro norte-americano como pretexto para atacar o grupo.

O porta-voz, Mohammed Mohieh, disse à Associated Press que a milícia irá retaliar, afirmando que os comandantes vão decidir qual será a forma de retaliação.

"Estas forças têm de sair", disse, referindo-se às tropas norte-americanas no Iraque, e classificando o ataque norte-americano como um crime e um massacre.

Para Teerão - inimigo de Washington, mas, como ele, aliado do Iraque -, estes ataques mostram o "apoio ao terrorismo" dos Estados Unidos.

"Os ataques foram um sucesso", declarou no domingo à noite o chefe do Pentágono, Mark Esper, na sequência da operação contra cinco alvos no oeste do Iraque e no leste da Síria.

"Tomaremos medidas adicionais, se necessário, para agir em autodefesa e para dissuadir as milícias ou o Irão" de cometerem ações hostis, prometeu Mark Esper, em declarações aos jornalistas.

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