Tensão

Pelo menos 27 mortos em combates no noroeste da Síria

Pelo menos 27 mortos em combates no noroeste da Síria

Forças turcas apoiadas por rebeldes sírios envolveram-se esta quinta-feira em intensos combates com as tropas de Damasco na região de Idlib, noroeste da Síria, com um balanço provisório de 27 mortos, incluindo dois soldados turcos, referiu uma ONG.

De acordo com o Observatório sírio de direitos humanos (OSDH), que se apoia numa vasta rede de fontes no país em guerra, 11 combatentes pró-regime e 14 rebeldes pró-turcos foram mortos.

As autoridades turcas referiam-se ainda a dois soldados turcos mortos em ataques aéreos atribuídos às forças fiéis ao Presidente sírio Basahr al-Assad na região de Idlib.

Em dezembro, o regime sírio, com apoio do aliado russo, retomou a ofensiva contra a província de Idlib e região circundante, o último bastião 'jihadista' e rebelde na Síria.

Os 'jihadistas' do Hayat Tahrir al-Cham (HTS, ex-ramo sírio da Al-Qaida) controlam mais de metade da província de Idlib e setores vizinhos em Alepo, Hama e Lattaquié. Na região estão ainda presentes outros grupos 'jihadistas' e fações rebeldes pró-turcas.

A Turquia dispõe de diversos postos de observação militar na província de Idlib, e tem advertido Damasco para que termine a sua ofensiva que lhe permitiu ganhar terreno nas últimas semanas.

Esta tarde, em declarações à cadeia televisiva CNN Turk, o ministro turco da Defesa, Hulusi Akar, assegurou que a Turquia não pretende "afrontar" a Rússia sobre a Síria, num período de fortes tensões entre Moscovo e Ancara.

"Não temos qualquer intenção de afrontar a Rússia", declarou o ministro, acrescentando que vão prosseguir as conversações com responsáveis russos.

Os confrontos entre Ancara e Damasco multiplicaram-se desde o início de fevereiro, com o consequente agravamento das fricções entre a Rússia e a Turquia, que enviou importantes reforços militares para Idlib.

Segundo a OSDH, mais de 400 civis, incluindo 112 crianças, foram mortos desde o reinício da ofensiva do regime em dezembro. Segundo a ONU, estão deslocadas cerca de 900.000 pessoas, na grande maioria mulheres e crianças.

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