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Pelo menos 44 mortos em Nova Iorque e arredores devido a tempestade Ida

Pelo menos 44 mortos em Nova Iorque e arredores devido a tempestade Ida

Nova Iorque despertou esta sexta-feira ainda atordoada após ter sido atingida por chuvas torrenciais e inundações súbitas devido à tempestade Ida, que mataram pelo menos 44 pessoas na região.

O Presidente norte-americano, Joe Biden, desloca-se hoje ao Luisiana, o primeiro estado do país a ser atingido pelo furacão Ida, e deverá pedir mais uma vez unidade face às alterações climáticas.

Em Nova Iorque, a polícia contou pelo menos 13 vítimas da tempestade, várias presas em caves e habitações improvisadas nas zonas de Manhattan, Queens ou Brooklyn.

Os bombeiros socorreram centenas de residentes na megalópole económica e cultural norte-americana.

No estado vizinho de Nova Jérsia, "pelo menos 23 pessoas morreram", indicou o governador Phil Murphy, adiantando que a maior parte das vítimas foi surpreendida pela cheia na sua viatura e terá morrido afogada.

Perto de Filadélfia, morreram quatro pessoas, segundo as autoridades locais.

A Casa Branca declarou o estado de emergência em Nova Iorque e Nova Jérsia, ordenando às agências federais que "identifiquem, mobilizem e forneçam os equipamentos e recursos necessários".

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"Estamos todos juntos. A nação está pronta para ajudar", disse Biden.

No Luisiana, o Ida deixou milhares de pessoas sem eletricidade e destruiu muitos prédios e infraestruturas.

Esta será a primeira deslocação de Biden desde a conclusão caótica da retirada militar norte-americana do Afeganistão, agora sob controlo dos talibãs.

O Presidente deve encontrar-se com responsáveis em Nova Orleães e avaliar, de helicóptero, os danos em algumas localidades particularmente afetadas pelo furacão.

Biden deverá insistir na necessidade dos Estados Unidos se prepararem melhor para fenómenos climáticos extremos, mais frequentes devido às alterações climáticas, segundo a agência France Presse.

O Ida, mas também os incêndios que continuam a devastar uma parte do oeste dos Estados Unidos, são "mais um aviso" sobre o assunto.

"É uma questão de vida ou de morte e é preciso dar-lhe uma resposta em conjunto", disse o Presidente na quinta-feira.

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