Estados Unidos

Pelo menos três mortos e mais de 130 feridos em "ato terrorista" na maratona de Boston

Pelo menos três mortos e mais de 130 feridos em "ato terrorista" na maratona de Boston

Os EUA estão a tratar as explosões, que na segunda-feira causaram pelo menos três mortos e mais de 130 feridos na maratona de Boston, "como um ato terrorista". Obama garante que os culpados serão chamados à Justiça. Polícia disse que não há ligações entre este incidente e uma outra explosão, registada na biblioteca JFK, mas encontrou engenhos explosivos noutros locais da cidade.

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse, segunda-feira à noite, que os responsáveis pelas explosões na maratona de Boston, que causaram pelo menos três mortos, um deles uma criança de oito anos, e mais de 130 feridos, "vão ser encontrados e vão sentir o peso da Justiça".

"Ainda não sabemos quem fez isto ou porquê, por isso não nos vamos precipitar a tirar conclusões", disse Barack Obama. "Vamos até ao fundo disto e vamos saber quem fez isto e porque fez isto", acrescentou, numa curta declaração emitida a partir da Casa Branca.

"Um incidente com várias explosões - como parece ser o caso - é claramente um ato de terror e será tratado como um ato de terror", acrescentou, entretanto, uma fonte da Casa Branca, citada pela agência Reuters.

O presidente dos EUA falou com as chefias do FBI e da Segurança Nacional e disse que está no terreno uma grande operação policial para encontrar os responsáveis pelas explosões que abalaram Boston, esta segunda-feira, duas junto à linha de meta da maratona de Boston e outra na Biblioteca e Museu JFK.

O comissário da Polícia de Boston, Ed Davis, disse que as duas primeiras explosões ocorreram separadas por algumas dezenas de metros.

Incidente na biblioteca não está relacionado

Mais tarde, em declarações à imprensa em conjunto com o governador do Massachussets e o presidente da Câmara de Boston, o comissário da polícia esclareceu que as informações prestadas antes terão sido "prematuras" e que o fogo da biblioteca já não está a ser tratado como um evento relacionado às explosões na maratona.

Na conta oficial de Twitter da Polícia de Boston, as relações públicas daquela autoridade já haviam afirmado que o "incidente na biblioteca JFK parece estar relacionado com um fogo", enquanto na mesma rede social a biblioteca presidencial salientava que "qualquer ligação às explosões da Maratona de Boston é pura especulação".

Na página de Facebook do evento desportivo, a organização rapidamente confirmou que "duas bombas explodiram perto da meta", acrescentando estar então a trabalhar com as autoridades para "compreender o que aconteceu exatamente".

Os números oficiais da polícia confirmam a morte de três pessoas e ferimentos em mais de 130. Uma das vítimas mortais, de acordo com a Polícia, é uma criança de oito anos.

A polícia terá encontrado "mais engenhos explosivos" noutros locais, noticiou a cadeia de televisão NBC News, citando fontes próximas da organização.

Várias cidades, como Nova Iorque, Los Angeles, São Francisco e Washington, a capital do EUA, elevaram o nível de alerta e o presidente, Barack Obama, já deu ordens para que sejam tomadas todas as medidas necessárias.

Em França, foi também elevado o nível de alerta, em reação aos atentados nos EUA.

As imagens das televisões em direto do final da meta mostraram cenas de pânico, com destroços a cobrirem as ruas e feridos a serem levados em macas.

Testemunhas oculares afirmaram à CNN que as duas explosões deram-se em sequência, uma a seguir à outra, e não em simultâneo.

Segundo o jornal "Boston Globe", as explosões registaram-se perto das 15 horas locais (20.00 horas em Portugal continental), em dia de feriado estadual.

A Maratona de Boston é um dos principais eventos desportivos norte-americanos, com perto de 27 mil corredores e dezenas de milhar de espetadores.

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