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Pentágono teve programa secreto de investigação a OVNI's

Pentágono teve programa secreto de investigação a OVNI's

O Departamento de Defesa dos EUA admitiu que manteve um programa secreto de investigação à atividade de extraterrestre, pelo menos durante cinco anos. A verdade foi revelada, mas é difícil acreditar que a mentira tenha terminado.

O Pentágono, sede do Departamento de Defesa (DoD) dos EUA, admitiu que teve um programa secreto de investigação à atividade de Objetos Voadores Não Identificados (OVNI's). Conhecido pelo nome de "Advanced Aviation Threat Identification Program", ou Programa de Identificação de Ameaças Aéreas (AATIP, na sigla original), "terminou em 2012," admitiu a porta-voz do Pentágono, Laura Ochoa, em resposta a um email da agência de notícias "Reuters", este domingo.

A lebre tinha sido levantada, sábado, pelo jornal norte-americano "The New York Times" (NYT), que entrevistou Luis Elizondo, o homem que chefiou, entre 2007 e 2012, o programa secreto do Pentágono de investigação à atividade de OVNI's.

Durante sete anos, o programa avaliou anúncios de avistamento de objetos voadores. No orçamento anual de 500 mil milhões de dólares do DoD, os 20 milhões gastos anualmente no AATIP passaram despercebidos, como interessaria ao Pentágono, contribuindo para manter o programa em segredo.

O financiamento inicial teve a bênção e o apoio do ex-senador democrata, Harry Reid, conhecido entusiasta do fenómeno, com o apoio do amigo e milionário Robert Bigelow.

"Não me sinto envergonhado ou arrependido de ter posto isto a andar", disse Harry Reid, numa entrevista recente. "Acho que é uma das boas coisas que fiz durante o meu tempo no congresso. Algo que ninguém tinha feito antes", acrescentou Reid, que foi líder da maioria democrata no Senado, entre 2007 e 2015, acumulando 30 anos no Congresso dos EUA, entre 1987 e 2017.

Outros apoiantes da investigação ao fenómeno dos OVNI's dizem que o programa continua, que é mais secreto do que foi enquanto decorreu, sem que ninguém soubesse. Elizondo, que chefiou o AATIP durante os cinco anos admitidos pelo Pentágono, suporta essa teoria.

Em declarações ao NYT, diz que a única coisa que acabou foi a entrada de dinheiro do Governo. Garante que continuou a trabalhar com oficiais da Marinha e da CIA, fora do escritório no Pentágono, até outubro, quando resignou, em protesto contra a oposição interna e o excessivo secretismo do projeto.

Em declarações à Reuters, a porta-voz do Pentágono não confirma nem desmente. "O DoD encara seriamente todas as ameaças e potenciais ameaças ao nosso povo, aos nossos bens e tem bem presente qual a sua missão, agindo sempre que há informação credível divulgada", disse Laura Ochoa.

A verdade anda por aí. E não é só nos EUA. Em terras de Sua Majestade, também há gente de olhos no ar e a cabeça enterrada na cartola. "Como os nossos colegas dos EUA, também negamos - incluindo no Parlamento, que tínhamos um programa secreto de estudo do fenómeno dos OVNI'S e desvalorizamos continuadamente o verdadeiro interesse e a atividade do Ministério da Defesa" no assunto, admitiu Nick Pope, o homem que, que dirigiu o programa britânico de investigação de OVNI's, entre 1991 e 1994.

"A mensagem importante é que há provavelmente algo por aí, mas que não sabemos ao certo o que é", acrescentou Nick Pope, em declarações ao jornal britânico "The Guardian".

O programa britânico é menos mediatizado que o norte-americano, mas está oficialmente reconhecido e encerrado. Em 2013, foram divulgadas cerca de 52 mil páginas de informação sobre OVNI's, com detalhes de seis mil avistamentos diferentes comunicadas às autoridades entre 1984 e 2008.

Em 2009, o Governo encerrou a linha direta de denúncia de avistamento de OVNI's. "Em mais de 50 anos, nenhuma denúncia ou observação revelou qualquer prova ou ameaça para o Reino Unido", justificou o Executivo britânico.

Do lado de lá do Atlântico, a nova temporada deste "X-Files" está lançada, nas palavras do ex-senador Harry Reid. "A verdade anda por aí. A sério."

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