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Peritos começaram a analisar gravação das comunicações de avião da LAM

Peritos começaram a analisar gravação das comunicações de avião da LAM

A comissão internacional de inquérito à queda do Embraer 190 das LAM começou esta quinta-feira a ouvir as comunicações da tripulação da aeronave, para o apuramento das causas do desastre, informou o Instituto Nacional de Aviação Civil.

O Embraer 190 fazia a ligação Maputo-Luanda, quando se despenhou no sábado passado numa floresta do norte da Namíbia, matando os 33 ocupantes que seguiam a bordo, incluindo sete cidadãos de origem portuguesa.

Em conferência de Imprensa esta quinta-feira em Maputo, João de Abreu, o presidente do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAC), entidade reguladora de transporte aéreo em Moçambique, disse que peritos da comissão internacional de inquérito começaram já a ouvir as conversas da tripulação da aeronave, que estão nas duas caixas negras do aparelho sinistrado.

"As caixas negras já seguiram para leitura nos Estados Unidos da América. Dado o facto de a comissão de inquérito integrar o National Transport Safety Board dos Estados Unidos, entendeu-se que as caixas negras serão analisadas neste país. Hoje está a ser escutada a gravação das comunicações entre o avião e o controlo do radar do Botsuana", afirmou João Abreu.

O Botsuana é o país com o qual a tripulação do Embraer terá tido o último contacto, antes de a aeronave despenhar-se na Namíbia.

Os EUA participam no inquérito à queda da aeronave, pelo facto de os dois motores do aparelho terem sido fabricados pela norte-americana General Electric.

"Espera-se que o relatório preliminar à volta do que se passou naquele terrível acidente seja concluído dentro de 30 dias", afirmou João Abreu.

Por outro lado, o diretor do INAC acrescentou que a complexidade do processo de identificação dos corpos das vítimas do desastre impede a marcação de uma data para a entrega dos mesmos aos seus familiares.

"De momento é difícil estimar uma data para a conclusão da recolha de elementos necessários sobre as vítimas", adiantou João de Abreu.

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