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Perpétua para membro do Estado Islâmico que deixou morrer à sede menina de cinco anos

Perpétua para membro do Estado Islâmico que deixou morrer à sede menina de cinco anos

Um tribunal em Frankfurt, na Alemanha, condenou a prisão perpétua um elemento do grupo terrorista Estado Islâmico (EI) por ter deixado uma menina Yazidi, de cinco anos, morrer à sede, em 2015.

Taha Al Jumailly, de 29 anos foi condenado a prisão perpétua por ter acorrentado uma menina de cinco anos, que mantinha como escrava, numa janela e a ter deixado morrer à sede, debaixo de um calor abrasador.

Além deste crime, o membro do Estado Islâmico foi acusado e considerado culpado por genocídio, crimes contra a humanidade, terrorismo, tráfico de pessoas e homicídio. A acusação de genocídio refere-se aos crimes cometidos pelo grupo contra os yazidis. Esta foi considerada uma sentença histórica, já que foi a primeira vez que um tribunal julgou como genocídio os crimes cometidos contra esta comunidade.

Taha Al Jumailly foi detido na Grécia em maio de 2019, sob o mandato de captura da Alemanha, e extraditado para o país em outubro do mesmo ano. A sessão de leitura do veredicto foi interrompida por o homem ter desmaiado depois de conhecer a sentença.

A mãe da menina, que também estava na sala, foi comprada como escrava por Taha e a mulher, também a ser julgada num outro processo, juntamente com a filha, em 2015, e obrigada a continuar a cumprir o serviço doméstico para o casal enquanto a filha estava a morrer à sede.

Segundo a agência AFP, Nora, mãe da menina de cinco anos, está a viver na Alemanha sob proteção do país e com identidade falsa. É analfabeta, fala em curmânji, língua falada pelo povo curdo, e testemunha que foi violada várias vezes pelos jiadistas desde que invadiram a aldeia de Singar, em 2014.

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A mulher do agora condenado, Jennifer Wenisch, foi detida pelos serviços de segurança turcos em janeiro de 2016, em Ankara, e condenada no final do mês de outubro a 10 anos de prisão.

Os yazidis são uma minoria étnica e religiosa da zona norte do Iraque perseguida e apelidada de satânica pelo Estado Islâmico. Depois de terem invadido os montes de Singar, em 2014, os jiadistas escravizaram as mulheres e mataram os homens.

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