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Podemos declara o fim do bipartidismo e insiste na reforma constitucional

Podemos declara o fim do bipartidismo e insiste na reforma constitucional

O secretário-geral do Podemos, Pablo Iglesias, reafirmou, domingo, que os resultados da eleições gerais em Espanha indicam "o fim do bipartidismo" e considerou como prioridade do seu partido uma reforma constitucional ampla.

"Hoje nasceu uma nova Espanha. Inaugura-se uma nova etapa política no país. As forças da mudança obtiveram mais de 20%, mais de cinco milhões de votos em todo o país", afirmou Pablo Iglesias, numa referência ao seu partido e às formações "irmãs" que apoiou, o En Comú Podem da Catalunha, o Compromís da Comunidade Valenciana e o En Mareas da Galiza.

Iglesias, aliás, recordou que o Podemos foi a força mais votada na Catalunha e no País Basco e a segunda mais votada em comunidades como Madrid e Galiza (em ambos os casos atrás do PP).

Com 99% dos votos escrutinados, o PP tem 122 deputados, seguido do PSOE - com 91 -, do Podemos, que se estreia no parlamento com 69 deputados, e do Ciudadanos, com 40 assentos.

O líder do Podemos realçou que o PP de Mariano Rajoy obteve o seu pior resultado desde 1989 e o PSOE de Pedro Sánchez o seu pior resultado desde que há democracia em Espanha (1977).

"Acabou-se o sistema da rotação [de poder] em Espanha, acabou-se o bipartidismo. Somos a única força política de âmbito estatal capaz de liderar um acordo plurinacional que respeite as forças da mudança" que os espanhóis pedem, disse Pablo Iglesias.

Assim, o líder do Podemos enumerou as suas prioridades: "em primeiro lugar a blindagem dos direitos sociais na constituição", defendendo o direito à habitação contra os despejos, a saúde pública e a educação.

Também recordou como prioridade - do seu programa - uma reforma do sistema eleitoral, "imprescindível e inadiável" - que permite o desenvolvimento "plurinacional de Espanha" e que permita uma moção de confiança ao governo em caso de não cumprimento do seu programa.

"Estamos a começar uma nova era política no nosso país e a nossa agenda, antes de mais, é a reforma constitucional", disse Iglesias ao ser questionado sobre possíveis acordos com outras formações para formar Governo ou para a votação de investidura do presidente do Governo.