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Polícia croata acusada de rapar e pintar cabeça de migrantes

Polícia croata acusada de rapar e pintar cabeça de migrantes

A polícia da Croácia está a ser investigada após denúncias que a acusam de rapar e pintar com uma cruz as cabeças de requerentes de asilo que tentam atravessar a fronteira com a Bósnia.

Diversas organizações não-governamentais acusam as autoridades croatas de cometerem crimes de humilhação contra os migrantes que viajam pelos Balcãs.

A ONU já pediu ao governo de Andrej Plenkovic que investigue as acusações, de acordo com o jornal inglês "The Guardian".

Uma das organizações que denunciou a situação foi a "Border Violence Monitoring Network" (Rede de Monitorização de Violência nas Fronteiras) que se dedica a divulgar situações de abuso da polícia.

"É óbvio que um dos efeitos pretendidos deste comportamento é humilhar os refugiados e migrantes que tentam atravessar a fronteira", afirmou Jack Sapoch, um dos membros da rede, que também pertence à organização não-governamental "No Name Kitchen".

A ONG tinha revelado que no dia 6 de maio, na cidade de Poljana, na Bósnia, um grupo de migrantes tinha sido pulverizado com tinta na cabeça.

O mesmo terá acontecido no dia seguinte, a um outro grupo que chegava ao campo de refugiados de Miral, também na Bósnia.

Os ataques da polícia croata já foram denunciados noutras ocasiões por funcionários das Nações Unidas, com relatos de casos de roubo, agressões físicas e até casos de disparos à queima-roupa efetuados contra quem tenta entrar no país.

"Esses relatórios destacam problemas relacionados com a identificação de pedidos de asilo, violência e uso excessivo da força, identificação de indivíduos vulneráveis e tratamento de crianças desacompanhadas", explicou Zoran Stevanović, ao "The Guardian".

A ONG que denuncia casos de abusos da polícia nas fronteiras dos Balcãs explica que com a pandemia, há mais violência contra os migrantes na região.

"São atos ilegais e a disseminação da covid-19 não é uma desculpa para enfrentar as pessoas vulneráveis ​​com mais violência ainda. Isso é inaceitável", afirmou o ativista Jack Sapoch ao jornal.

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