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Polícia de Hong Kong detém seis adolescentes por suspeita de atividade terrorista

Polícia de Hong Kong detém seis adolescentes por suspeita de atividade terrorista

A polícia de Hong Kong deteve, esta terça-feira, nove pessoas, incluindo seis adolescentes e três adultos, por suspeita de atividades terroristas.

Segundo a polícia, os detidos têm entre 15 e 39 anos e estavam a preparar "atacar algumas das instalações públicas de Hong Kong, incluindo o túnel Cross-Harbour, salas de tribunais e queriam até colocar bombas em caixotes de lixo nas ruas, com o objetivo de maximizar os danos causados à sociedade", referiu o superintendente Steve Li, em conferência de imprensa.

As autoridades apreenderam material químico utilizado para a construção de bombas num quarto de hotel e, de acordo com a polícia, esse era o local que o grupo utilizava como laboratório para preparar os engenhos explosivos. A polícia congelou ainda 77 mil dólares, por suspeitar estarem ligados a atividades terroristas.

A polícia revelou ainda que o grupo tinha "uma boa divisão de trabalho, em que alguns forneciam o dinheiro e outros eram os cientistas", acrescentando que um dos elementos do grupo era "responsável pelo abastecimento de produtos químicos e outros materiais necessários para o plano, enquanto outras pessoas criavam as bombas, usando os materiais químicos e outros eram responsáveis pelo lançamento das bombas nos locais".

Carrie Lam, chefe do Executivo de Hong Kong, referiu, momentos antes da detenção do grupo suspeito, afirmou que "por muito tempo, os cidadãos foram expostos a ideias erradas, como a de conseguir justiça por meios ilegais" e o governo não deve "permitir que as ideias ilegais cheguem ao público através da educação, rádio, artes e cultura, que embelezam a violência e obscurecem a consciência do público".

A chefe do Executivo de Hong Kong acrescentou que "os pais, diretores, professores e até os padres" devem "observar os atos dos adolescentes ao seu redor e se for descoberto que alguns adolescentes estão a cometer atos ilegais, eles devem ser denunciados".

O grupo foi detido por alegadamente não cumprir a lei de segurança nacional, imposta por Pequim a Hong Kong no ano passado, que atribui penas que podem chegar até à prisão perpétua por atos como subversão, secessão, terrorismo e conspiração com forças estrangeiras.

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