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Polícia estava preso por homicídio quando foi homenageado por filho de Bolsonaro

Polícia estava preso por homicídio quando foi homenageado por filho de Bolsonaro

O ex-polícia militar brasileiro Adriano Nóbrega, que se encontra foragido e é suspeito de chefiar um grupo criminoso no Rio de Janeiro, estava preso quando foi homenageado pelo deputado estadual Flávio Bolsonaro, filho do Presidente brasileiro.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, Adriano Nóbrega, que foi preso preventivamente em janeiro de 2004, acusado pelo homicídio de um arrumador de carros de 24 anos, foi agraciado por Flávio ​​​​​​​Bolsonaro, em junho de 2005, com a mais alta distinção da Assembleia Legislativa.

No dia anterior à sua morte, o jovem tinha denunciado os agentes pela prática de extorsão e ameaça.

Segundo a acusação, depois da morte, a cena do crime foi alterada numa tentativa de simular que o jovem teria apresentado resistência às forças policiais.

O antigo polícia chegou a ser condenado a 19 anos de prisão em outubro de 2005, mas conseguiu recurso para um novo julgamento, tendo sido absolvido em 2017.

O filho de Jair Bolsonaro justificou essa condecoração com o facto de Adriano Nóbrega ter detido 12 suspeitos de praticarem crimes no morro da Coroa, no centro do Rio de Janeiro, além de ter conseguido apreender diversas armas, assim como estupefacientes.

Oito meses depois da absolvição, a mulher do ex-polícia militar foi nomeada assessora do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, onde ficou empregada até novembro passado.

Mais tarde, em abril de 2016, também a mãe de Adriano, Raimunda Veras Magalhães, foi nomeada assessora do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia.

Num comunicado à imprensa, Flávio Bolsonaro afirmou que continua "a ser vítima de uma campanha difamatória com o objetivo de atingir o Governo de Jair Bolsonaro".