Espanha

Polícia europeia desmantela rede e apanha 4,3 milhões de euros em notas falsas

Polícia europeia desmantela rede e apanha 4,3 milhões de euros em notas falsas

Um saco com mais de quatro milhões de euros em notas de 500 euros levou a polícia numa investigação que culminou, um ano depois, no desmantelamento de uma sofisticada fábrica de impressão e à apreensão de mais 4,3 milhões de euros e à detenção de 12 pessoas, incluindo um cadastrado por crimes do género.

O suspeito de liderar uma rede de falsificação de moeda, em Espanha, já tinha cadastro por crimes do género, em 2009. Foi detido no final de setembro numa operação conjunta da Europol e da Polícia Nacional espanhola. As notas encontradas tinham semelhanças com outras produzidas pelo mesmo homem há 13 anos, uma espécie de marca de água da contrafação que indicou à polícia o caminho para o suspeito.

A 21 de setembro, o homem, cuja identidade não foi revelada, foi detido no âmbito de uma operação da Europol, com o apoio da Polícia Nacional de Espanha, os Mossos D'Esquadra, a polícia catalã, e agentes da Polícia Anti-Motim. A intervenção, que teve, ainda, o apoio do Conselho Geral Judiciário e da Brigada de Investigação do Banco de Espanha, levou a buscas em nove locais, incluindo Alicante, Barcelona, Málaga e Valência, e à detenção de 12 pessoas, terminando com o desmantelamento de uma oficina de impressão.

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Segundo um comunicado da Europol, os criminosos usavam "tecnologia topo de gama" para produzir notas falsas, consideradas como "das mais sofisticadas" já feitas na Europa. "A tecnologia avançada usada e a boa condição das falsificações fazem desta uma das contrafações mais perigosas vistas na Europa nos últimos anos", explica o comunicado.

Durante a operação, foram ainda aprendidos 4,3 milhões de "notas falsas de 500 euros de alta qualidade". Contas feitas, juntando os 4,1 milhões encontrados pela polícia de Barcelona em 2020, esta rede criminosa produziu pelo menos 8,4 milhões de moeda falsa naquela oficina clandestina, desmantelada a 21 de setembro.

De acordo com o comunicado da Europol, os membros desta rede criminosa tinham diferentes tarefas na organização. Desde o fornecimento de materiais para a impressão, importados maioritariamente da China, à manutenção e operação do equipamento. O dinheiro falso produzido era usado em várias atividades criminosas, incluindo o tráfico de droga.

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