Cisjordânia

Polícia israelita abate palestiniano a tiro por ataque com faca

Polícia israelita abate palestiniano a tiro por ataque com faca

Um palestiniano foi morto a tiro, esta sexta-feira, pela polícia israelita depois de um ataque com uma faca numa aldeia da Cisjordânia, num episódio precedido por outro incidente violento com israelitas, informou um porta-voz da polícia em comunicado.

De acordo com o comunicado, esta tarde "um terrorista palestiniano armado com uma faca tentou assaltar um veículo de um casal israelita", em Hawara, uma localidade no norte da Cisjordânia, onde "tentou forçar o automóvel com uma pedra", sendo depois "atingido a tiro" pelo condutor, um militar do exército fora de serviço que tinha consigo uma arma.

Depois disso, o atacante dirigiu-se a um grupo de agentes da Polícia Fronteiriça israelita nas proximidades e "apunhalou na cara um dos agentes", que ficou levemente ferido.

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Outro polícia no local tentou travar o agressor, que "que opôs resistência feroz e prolongada e tentou apoderar-se da arma do agente".

Perante isto, o agente "disparou contra o terrorista, neutralizando-o" e provocou, com isso, a morte do palestiniano, segundo a nota policial.

Num vídeo divulgados pelos meios de comunicação e nas redes sociais vê-se uma luta entre um jovem palestiniano e o agente da polícia, sendo que este última acaba por sacar da arma e disparar vários tiros que matam o jovem.

Há mais de seis meses que a Cisjordânia ocupada vive uma intensa escalada de violência e os incidentes violentos entre palestinianos e forças israelitas repetem-se semanalmente.

Com a morte de hoje são já 11 os palestinianos mortos por disparos israelitas esta semana.

Este ano já morreram 159 palestinianos, muitos dos quais milicianos, mas também civis e menores, na Cisjordânia, segundo o Ministério da Saúde palestiniano, enquanto que do lado israelita 29 pessoas morreram em 2022, 21 das quais civis.

Israel tomou o controlo da Cisjordânia na Guerra dos Seis Dias em 1967 e desde então mantém sobre o território uma das ocupações militares mais longas da história recente.

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