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Polícia tailandesa encontra cinco bombas por explodir

Polícia tailandesa encontra cinco bombas por explodir

A polícia tailandesa deteve um suspeito e encontrou cinco engenhos explosivos cuja detonação falhou, após a série de atentados que mataram quatro pessoas.

A cadeia de atentados de 11 e 12 de agosto começou com a explosão de um artefacto num mercado da cidade de Ttrang (sul), causando um morto, uma vendedora ambulante tailandesa, e sete feridos.

Horas depois, duas bombas explodiram com 20 minutos de diferença na cidade portuária de Hua Hin (centro), um destino turístico situado a cerca de 150 quilómetros de Banguecoque.

No total, explodiram 14 bombas, causando quatro mortos, todos tailandeses, e 35 feridos, incluindo dez estrangeiros.

Segundo a agência Reuters, este fim de semana a polícia encontrou cinco engenhos explosivos cuja detonação falhou. Dois engenhos incendiários foram encontrados em telemóveis num mercado do "resort" de Hua no sábado. Estaria lá desde quarta-feira.

Outro artefacto explosivo foi encontrado na ilha de Phuket, este domingo. A detonação estava prevista para a madrugada de sexta-feira.

Em Phang Nga, dois engenhos foram descobertos perto do mercado atingido na manhã de sexta-feira.

Dezenas de milhares de comentários surgiram este fim de semana nas redes sociais, responsabilizando o ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra e o seu partido Puea Thai, segundo o jornal "The Nation".

O primeiro-ministro e líder da junta militar que governa o país desde 2014, o general Prayut Chan-ocha, afirmou na sexta-feira que as bombas eram da responsabilidade de "gente má" com interesses políticos, apontando para Thaksin Shinawatra, sem o nomear.

Thaksin, que governou a Tailândia entre 2001 e 2006, é o "inimigo número um" das autoridades atuais.

Um golpe militar fez cair o Governo de Thaksin e outro golpe fez o mesmo em 2014 com o Executivo da sua irmã, Yingluck Shinawatra, vencedora das eleições de 2011.

O advogado Noppadon Pattama, que defende Thaksin, foi ministro dos Negócios Estrangeiros num dos seus Governos e assume, habitualmente, o papel de seu porta-voz na Tailândia, criticou a onda de acusações nas redes sociais. "Muitas pessoas estão a enviar mensagens através das redes sociais acusando Thaksin Shinawatra de estar por detrás destes acontecimentos. É uma calúnia e uma difamação", disse Noppadon, segundo o jornal "Bangkok Post".

Posição semelhante manteve Thida Thavornsaet Tojirakarn, ex-presidente da Frente Unida pela Democracia e contra a Ditadura, uma plataforma de grupos que apoiam Thaksin, conhecidos como "camisas vermelhas".

"Não temos nenhuma razão para o fazer. Porque tiveram de inventar uma telenovela tão dramática?", disse Thida, segundo o diário "Khaosod".

A hipótese de os ataques terem motivações políticas ganha, no entanto, força, devido ao facto de se ter descoberto que os explosivos estavam montados de forma semelhante a outros usados em ações antigovernamentais no passado. Uma bomba deste tipo matou 20 pessoas e feriu 125 no templo hindu Erawan, no centro de Banguecoque, a 17 de agosto de 2015.

Outro argumento a favor desta tese é que os tailandeses aprovaram em referendo, a 7 de agosto, uma revisão constitucional proposta por Prayut, que rejeita os principais partidos políticos do país, incluindo o de Thaksin.

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