Reino Unido

Polícia terá detido e algemado Sarah Everard antes de a raptar e assassinar

Polícia terá detido e algemado Sarah Everard antes de a raptar e assassinar

O ex-polícia Wayne Couzens terá usado o seu distintivo e algemas para deter Sarah Everard na rua e colocá-la no seu carro antes de a raptar e assassinar.

Segundo o procurador Tom Little QC, Sarah Everard, de 33 anos, foi raptada numa rua no sul de Londres em 3 de março de 2021. O sequestro envolveu o abuso de poder de Wayne Couzens, um polícia metropolitano, que usou o seu distintivo para deter Sarah Everard, algemando-a e colocando-a num carro que tinha alugado, e levou-a até Kent, onde a matou.

Esta versão foi corroborada por uma mulher que testemunhou o início do rapto de Sarah Everard. Segundo Little, a testemunha pensou estar a testemunhar um polícia à paisana a prender uma mulher, que "deve ter feito algo de errado". Depois, a testemunha viu Couzens caminhar com Everard, com as mãos algemadas nas costas, em direção ao carro dele.

De acordo com o "The Guardian", o procurador disse que Everard pode ter estado mais vulnerável a uma acusação de violação das regras da covid-19, uma vez que tinha ido jantar a casa de um amigo no auge do confinamento de 2021.

Em tribunal, Little acusou ainda o agente de 48 anos de sequestrar, violar e assassinar Sarah Everard, cujo corpo queimou. "Ele queimou o corpo de Sarah Everard depois de a matar. Depois, moveu o corpo em sacos verdes que tinha comprado especificamente para essa tarefa", continuou.

O caso que chocou o Reino Unido

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No dia em que atacou Everard, Couzens terminou o trabalho às 7 horas. Em seguida, pegou num carro que havia alugado três dias antes. O polícia avistou a mulher a voltar para casa depois de visitar a casa de um amigo e atacou-a. Everard foi dada como desaparecida pelo namorado no dia seguinte, quando não se encontrou com ele como tinham combinado.

Couzens foi detido na sua casa em Deal, em Kent, em 9 de março, primeiro sob suspeita de sequestro e, no dia seguinte, sob suspeita do assassinato.

O corpo foi encontrado numa floresta perto de Ashford, em Kent, a cerca de 32 quilómetros a oeste da casa de Couzens, sete dias depois. Estava escondido e embrulhado num saco que Couzens comprara dias antes. Os resultados da autópsia mostraram que a mulher morreu vítima de compressão no pescoço.

Em julho, Couzens declarou-se culpado pelo sequestro e morte de Sarah Everard e enfrenta agora uma sentença de prisão perpétua.

O caso chocou o Reino Unido e lançou o debate sobre a falta de segurança que muitas mulheres sentem quando percorrem as ruas sozinhas à noite. De acordo com números da Organização das Nações Unidas (ONU) no Reino Unido, mais de 70% das mulheres admitem ter sofrido de assédio sexual em espaços públicos.

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