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Polícias e ex-militares entre manifestantes que invadiram o Capitólio

Polícias e ex-militares entre manifestantes que invadiram o Capitólio

Pelo menos 21 ex-membros do exército dos Estados Unidos e da polícia norte-americana foram identificados nas manifestações de 6 de janeiro, que culminaram com a invasão ao Capitólio, ou nas imediações dos protestos. Outros 12 estão sob investigação, não tendo sido ainda identificados pelas autoridades.

As suspeitas sobre a participação de membros das forças militares no assalto ao Capitólio, em Washington, começaram a ser levantadas após vários dos manifestantes, que usavam capacetes e coletes à prova de balas, se terem alinhado numa fila única, agarrados à gola do colete do que estava à frente, para entrar no edifício.

Esta formação, conhecida como "Ranger File", é uma operação padrão para as equipas de combate que têm como missão invadir edifícios e facilmente reconhecida por qualquer militar que tenha servido no Iraque ou no Afeganistão, revela a investigação feita pela agência de notícias Associated Press (AP).

Além disso, muitos dos invasores usavam táticas, proteções pessoais e tecnologia, como fones de ouvido de rádios semelhantes aos da própria polícia.

Estes pormenores são um claro sinal de como alguns dos participantes tinham treino militar ou foram treinados por militares, argumenta a AP.

O FBI, que já deteve dezenas de manifestantes que invadiram a cidadela da liberdade norte-americana, continua à procura de vários suspeitos e pediu ajuda, nas suas redes sociais, como o Twitter, para identificar várias pessoas.

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Entre as pessoas identificadas está um tenente-coronel da Força Aérea e veterano de combate, reformado, do Texas, que foi preso depois de ter sido ser fotografado com um capacete e proteções pessoais no chão do Senado, segurando um par de algemas descartáveis.

Dois polícias da Virgínia foram detidos pelo FBI depois de publicarem uma foto deles próprios dentro do Capitólio. Uma outra veterana da Força Aérea, de San Diego, foi baleada por um polícia do Capitólio enquanto tentava chegar à Câmara dos Representantes. Morreu no hospital.

Também sob escrutínio está um capitão de guerra psicológica, que continua no ativo, da Carolina do Norte, que organizou a deslocação de três autocarros para levar apoiantes de Donald Trump para o comício "Salvem a América" em Washington.

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