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"Por favor, ajuda-me". Menina brasileira denuncia violência doméstica em teste da escola

"Por favor, ajuda-me". Menina brasileira denuncia violência doméstica em teste da escola

A Polícia Civil brasileira deteve, no sábado, o pai de uma menina de 13 anos que escreveu um pedido de socorro num teste da escola, no qual alegava que a mãe era vítima de violência doméstica em Vale do Anari, no estado de Rondônia.

O pedido de socorro foi escrito pela menina num teste da escola no final de novembro. "Por favor, ajuda-me. O meu pai bate na minha mãe, chama a polícia", lia-se no recado deixado no teste para a professora. Um fotografia do recado foi difundido pelas redes sociais e o caso foi encaminhado para a polícia de Machadinho D'Oeste.

O inspetor André Kondageski, responsável pela investigação, disse, em declarações à "Globo", que uma equipa da Polícia Civil foi encaminhada para a morada escrita no recado da menina. Ao chegar à casa, foi necessário convencer a mulher a sair da situação de violência doméstia. Depois de ser ouvida na esquadra, a mulher ficou em casa de parentes.

Por sua vez, o agressor foi encontrado na casa da sua própria mãe em Vale do Anari. Após a detenção, o homem foi levado para a Casa Detenção de Machadinho D'Oeste, que fica a cerca de 55 quilómetros de distância. A prisão preventiva do agressor foi decretada pela Justiça de Rondônia na tarde de sexta-feira, mas o cumprimento do mandado só ocorreu na manhã deste sábado.

Segundo Kondageski, a mãe do suspeito tentou escondê-lo dos agentes. "Encontrámo-lo casa da mãe. Quando a polícia chegou, a mãe disse que não estava. Mas os agentes desconfiaram de barulhos no fundo da residência e encontram o agressor escondido na casa de banho", explicou.

Culpava a mulher pela morte do primeiro filho

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As agressões psicológicas e físicas contra a mulher terão começado quando o casal morava no Pará, altura em que o agressor começou a culpar a mulher da morte do primeiro filho em comum. O casal tem quatro filhos: três meninas de 16, 14 e 13 anos e um menino de oito.

À polícia, as crianças contaram que, após uma delas ter sido agredida pelo pai, todas foram expulsas de casa. Sem ter para onde ir, pediram ajuda a funcionários de uma rádio no Vale do Anari e foram encaminhadas para o Conselho Tutelar, onde continuam acolhidas.

O inquérito do caso será concluído em até 10 dias e será encaminhado para o Ministério Público de Rondônia. Desde o início da investigação foi solicitado uma medida de proteção em favor da vítima, proibindo o suspeito de se aproximar. O caso está em segredo de Justiça.

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