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Por um "cabelo perfeito", Trump quer alterar lei sobre os chuveiros nos EUA

Por um "cabelo perfeito", Trump quer alterar lei sobre os chuveiros nos EUA

Na questão dos chuveiros, a regra é de ouro para Donald Trump. E se a água não é adequada à jactância do presidente dos EUA, pressiona-se o Departamento de Energia a alterar a pressão da água.

Uma lei de 1992 determina que os chuveiros norte-americanos não podem debitar mais de 9,5 litros de água por minuto. O valor, aprovado durante a presidência de Bill Clinton, no meio de um movimento global de preservação do ambiente, que culminou com a Cimeira da Terra (ECO-92), no Rio de Janeiro, não está adequado às exigências capilares do atual presidente dos EUA.

"Então, chuveiros - tomamos um duche e a água não sai. Que fazemos? Tomamos um banho mais longo, ficamos mais tempo? Por causa do meu cabelo - não sei em relação a vocês, mas para mim tem de ser perfeito. Perfeito", disse Donald Trump, durante um encontro na Casa Branca, em Washington, no mês passado.

As queixas de Trump são recordadas no momento em que se conhecem as alterações propostas pelo Departamento de Energia dos EUA. A serem aplicadas, permitem duplicar ou até triplicar o volume de água a debitar pelos chuveiros dos norte-americanos.

"Uma ideia absurda", argumenta Andrew deLaski, diretor-executivo do "Appliance Standards Awareness Project", um movimento focado na eficiência energética. "Se o presidente precisa de um bom chuveiro, podemos indicar-lhe alguns sites de consumidores que o podem ajudar a encontrar um chuveiro que forneça uma boa pressão e proporcione um bom banho", acrescentou, em declarações citadas pela BBC.

Também ao site do canal estatal britânico, David Friedman, vice-presidente da organização "Consumer Report", equivalente à DECO, em Portugal, diz que as cabeças de chuveiro nos EUA "atingem altos níveis de satisfação" entre os consumidores norte-americanos, que poupam dinheiro (e água) com a legislação em vigor desde 1992.

Uma alteração a esta regulamentação pode originar batalhas judiciais entre o Governo federal e associações de defesa do ambiente, alerta a agência de notícias britânica Reuters. É que o presidente quer, ordena, mas a obra só se faz se for de acordo com a lei.

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