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Portugal critica regime de Kadafi e não nega participação em missão da NATO

Portugal critica regime de Kadafi e não nega participação em missão da NATO

O ministro da Defesa de Portugal, Augusto Santos Silva, disse quinta-feira que o mundo deve ser "muito claro" na condenação ao regime líbio de Muammar Kadafi, mas escusou-se a comentar um eventual envolvimento português numa intervenção militar.

A opção militar internacional para impedir o governo líbio de usar a força contra os manifestantes que exigem a saída de Kadafi tem sido admitida em alguns círculos internacionais, e ganhou força com a movimentação de forças navais norte-americanas perto da Líbia.

Questionado hoje pela Lusa em Maputo sobre a possibilidade de Portugal se envolver numa eventual intervenção militar da NATO, Santos Silva preferiu não se pronunciar, mas reiterou a condenação às autoridades líbias.

"Não gosto de responder a perguntas que envolvem 'ses', designadamente em áreas tão delicadas como são as da defesa. (...) Há um ponto sobre o qual todos devemos ser muito claros: os governos não podem agir contra o seu próprio povo, muito menos de forma desproporcionada", disse o ministro.

A posição portuguesa na questão líbia, insistiu Santos Silva, está em consonância com as resoluções condenatórias já enunciadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, incluindo no que diz respeito às sanções impostas a Kadafi, sua família e colaboradores.

"Portugal é membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas e as decisões até aqui tomadas pelo Conselho de Segurança em relação à questão líbia foram por unanimidade", enfatizou Augusto Santos Silva.

As forças leais ao líder líbio, no poder há mais de 41 anos, são acusadas de provocar a morte de centenas de pessoas, ferimento de tantas outras e a fuga de mais de 100 mil estrangeiros na reacção violenta aos protestos que exigem à queda de Kadafi.

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