Terrorismo

Português atacado em França pode viver com bala alojada na cabeça

Português atacado em França pode viver com bala alojada na cabeça

O português de 26 anos que foi baleado pelo autor de três ataques terroristas em Carcassonne e Trèbes, no sul França, dia 23 março, saiu do coma.

Há já alguns dias que os médicos deixaram de induzir o coma em Renato Silva, que tem apresentado alguns momentos de consciência desde então, confirmou o JN junto do pai da vítima. Torna-se cada vez mais provável, diz a equipa que o acompanha, que Renato viva com a bala com que foi atingido alojada na cabeça, estando afastada a hipótese de cirurgia. Os exames médicos revelam que a bala entrou por baixo do olho, na zona da bochecha, não tendo causado danos cerebrais irreversíveis.

Renato Silva, natural de Coimbra, foi o primeiro a dar o alerta para o início do ataque terrorista que vitimou quatro pessoas em França. Depois de ser baleado pelo atacante, em Carcassone, Renato permaneceu consciente e telefonou à mãe para contar o sucedido, dizer onde se encontrava e descrever o atacante. Só quando entrou no helicóptero em direção ao hospital, é que lhe foi induzido o coma.

Redouane Lakdim, cidadão marroquino de 27 anos, roubou uma viatura em Carcassonne, atirando sobre os dois ocupantes do veículo, Renato Silva, que sobreviveu, e um vizinho do português, que morreu. Pouco depois, surpreendeu um grupo de pelo menos quatro agentes da polícia, disparando sobre eles, antes de seguir para um supermercado em Trèbes, onde fez vários reféns e matou duas pessoas. O suspeito, que afirmou agir em nome do autoproclamado Estado Islâmico, acabou por ser abatido pelas autoridades.

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