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Venezuela

Portuguesa em Valência: "As pessoas estão a sair à rua, ou é agora ou nunca"

Portuguesa em Valência: "As pessoas estão a sair à rua, ou é agora ou nunca"

Uma representante da comunidade portuguesa na cidade venezuelana de Valência, Fátima Loreto, disse que desde as primeiras horas da manhã a população está a sair às ruas em apoio ao movimento do autoproclamado presidente Guaidó.

"Há um golpe de Estado em Caracas e aqui (em Valência) nas ruas as pessoas estão a sair porque ou é agora ou nunca. Há um grito de liberdade", disse Fátima Loreto à agência Lusa, por telefone, a partir de Valência.

Valência situa-se a cerca de 150 quilómetros de Caracas e é a capital e maior cidade do estado de Carabobo.

Esta professora universitária, que representa junto do Governo português os cerca de 40 mil portugueses e lusodescendentes residentes em Valência, adiantou que muitas pessoas não estão a ir trabalhar para se juntarem, nas ruas, ao movimento "Operação Liberdade", de Juan Guaidó.

"Queremos que saiam estes delinquentes porque o que temos na Venezuela é uma ditadura. A maioria aqui é oposição", afirmou.

Fátima Loreto disse estar em contacto com os restantes seis membros do Conselho das Comunidades na Venezuela e manifestou a intenção de contactar o consulado de Portugal na cidade para ver como é que está a ser acompanhada a comunidade portuguesa.

A conselheira manifestou ainda receio de que as manifestações possam degenerar em violência. "O problema deste Governo é que manda os delinquentes em motos e com armas a disparar, mas o povo está a sair e a ver o que vamos fazer", disse, estimando que os negócios dos portugueses possam ser afetados em caso de protestos violentos.

O autoproclamado presidente da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou esta terça-feira que os militares deram "finalmente de vez o passo" para o acompanhar e conseguir "o fim definitivo da usurpação" do Governo do presidente Nicolás Maduro.