Guerra

Portugueses retidos na Roménia com voo de regresso na segunda-feira

Portugueses retidos na Roménia com voo de regresso na segunda-feira

O voo de apoio ao regresso de uma parte dos cerca de 50 portugueses e luso-ucranianos que saíram da Ucrânia pela Moldova e Roménia será realizado na segunda-feira, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

"Será realizado amanhã, segunda-feira 28 de fevereiro, um voo de apoio ao regresso de cidadãos portugueses e luso-ucranianos que saíram da Ucrânia nos últimos dias, sob organização da Embaixada em Kiev e alguns também por meios próprios, e que se encontram na Roménia", indica o ministério em comunicado.

Exfiltrados da Ucrânia com a ajuda de militares nacionais - "militares desarmados", como sublinhou o ministro Santos Silva -, 48 portugueses, entre os quais o embaixador em Kiev, permaneciam, ao final da tarde deste domingo, retidos no norte da Roménia, a aguardar ordem de voo para Lisboa.

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Outros compatriotas tentam, por todos os meios, chegar ao ponto de encontro combinado com os serviços diplomáticos. Fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros diz que se procede a "um compasso de espera, para se consolidar o grupo".

No mesmo hotel Rapsody, em Botosani, no norte da Roménia, paredes-meias com a fronteira da Moldávia, estão três dezenas de portugueses escapados à guerra precisamente através de território moldavo. Um deles, João Moreira, contou ao JN que foram avisados para a eventualidade de a viagem para Portugal ser feita já esta segunda-feira. "Disseram-nos para termos as malas prontas às 9 da manhã", disse o jovem de 26 anos, economista, natural de Paredes.

Portugal solidário

Ainda mais angustiante do que a incerteza de João e dos restantes portugueses retidos no norte da Roménia é a errância dos milhares de ucranianos que fogem à guerra, numa vaga que tem tudo para crescer e que obrigará a Europa a montar uma gigantesca operação de abertura de corredores de transporte destes deslocados para asilos de segurança. Foi essa uma das razões que levaram a Bruxelas a secretária de Estado da Administração Interna, para uma reunião extraordinária com congéneres da União Europeia. "Portugal fará tudo para dar segurança e integração aos refugiados", disse Patrícia Gaspar.

Ajuda lusa em Cracóvia

Antes do alinhamento de posições e de estratégias dos 27 membros da UE, a Alemanha toma a dianteira e oferece comboios gratuitos aos refugiados oriundos da Polónia, onde a comunidade portuguesa também se mobiliza para a proteção dos refugiados.

Em Cracóvia, um desses portugueses alojou uma família ucraniana. Emigrado há oito anos no país, o engenheiro informático Nuno Gonçalves, natural de Grândola, faz parte de "um grande grupo de portugueses" radicados na Polónia e que corresponderam aos alertas do Facebook para prestação de auxílio aos refugiados da guerra.

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