EUA

Posse de Biden vigiada por 20 mil soldados

Posse de Biden vigiada por 20 mil soldados

Cerimónia de investidura terá dispositivo de segurança inédito, com receio de ataques semelhantes ao do Capitólio.

Mais de 20 mil polícias e militares vão marcar presença, na próxima quarta-feira, em frente ao Capitólio, em Washington, onde Joe Biden e Kamala Harris, como presidente e vice-presidente, vão jurar cumprir a Constituição norte-americana. Tropas da Guarda Nacional de todo o país estão a ser enviadas a Washington DC, para desencorajar qualquer repetição do motim que se registou em 6 de janeiro, na invasão ao Capitólio, que culminou com cinco mortes.

O receio de novos confrontos, protagonizados por grupos extremistas, determinou aliás que fosse ativado um alerta para todos os 50 estados do país.

Os apoiantes de Donald Trump acreditam que Joe Biden é um "presidente ilegítimo".

Ontem mesmo, as autoridades norte-americanas confirmaram a prisão, ocorrida na véspera, de um indivíduo que foi apanhado com duas pistolas e 509 cartuchos de munição não registada, enquanto tentava passar por um posto de controle da Polícia do Capitólio.

O próprio staff do presidente eleito, Joe Biden, pediu a todos o norte-americanos que não se desloquem a Washington para assistir à cerimónia, devido à covid-19, optando antes por seguir o evento pela televisão.

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O forte dispositivo de segurança está já montado há alguns dias, com as ruas ao redor do complexo do Capitólio em Washington fechadas, unidades militares em cada esquina e camiões pesados a bloquear alguns acessos.

Na última quinta-feira, o diretor do FBI, Chris Wray, confirmou que a agência tem intercetado uma "grande quantidade de conversas online preocupantes".

Apesar da ameaça, o presidente eleito já disse que se sente "seguro" quanto à posse.

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