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PP e Ciudadanos disputam o voto conservador

PP e Ciudadanos disputam o voto conservador

"É muito importante concentrar o voto moderado, porque quando este se divide aumentam os riscos", afirmou, este sábado, Mariano Rajoy, num comício do Partido Popular (PP) em Tenerife, nas Canárias.

O presidente do Governo espanhol em funções centrava assim as críticas no jovem partido Ciudadanos, de Albert Rivera, que nos últimos meses tem arrebatado muitos eleitores do PP.

Embora se encontrem próximos a nível ideológico e sejam possíveis aliados de coligação, são ao mesmo tempo rivais no que respeita à captação do voto conservador.

Partido Popular e Ciudadanos estabeleceram, aliás, acordos de governação em comunidades autónomas fulcrais como Madrid, mas, depois das eleições gerais realizadas em dezembro, a união dos deputados de ambos os partidos não foi suficiente para alcançar uma maioria parlamentar.

Por isso, a uma semana do regresso às urnas a nível nacional, Rajoy não hesita em instar o eleitorado a concentrar-se de novo no PP. O panorama contrário, argumentou, beneficiaria o "radicalismo e o extremismo", colocando em causa "a recuperação económica, o emprego e a convivência resultantes da Constituição de 1978".

Rivera rejeita Rajoy

Do seu lado, o líder do Ciudadanos tem também incrementado durante a campanha eleitoral o discurso antagonista contra o próprio Mariano Rajoy, acusando-o de ser um líder manchado pela corrupção.

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Albert Rivera deu ontem a entender, durante um comício em Barcelona, que, caso a aritmética o permitisse, estaria disposto a viabilizar um governo do PP, mas sem a presença do ex-presidente, uma vez que este não poderá protagonizar "a mudança de que Espanha precisa".

A esperada maior polarização das eleições marcadas para 26 de junho poderá, contudo, acabar por beneficiar o PP. Prevê-se que recupere algum do eleitorado que lhe havia escapado nas inconclusivas eleições de dezembro.

Segundo a última sondagem, publicada pelo diário "El País", o PP continuaria a ser a força mais votada, com 29% das intenções. Por sua vez, o Ciudadanos desce ligeiramente comparando com o resultado obtido há seis meses. Já a coligação Unidos Podemos (que junta o Podemos e a Esquerda Unida) continua o percurso ascendente, roçando os 26%, enquanto os socialistas acentuam a queda (20,5%.)

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