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Praça Tahrir levanta-se agora contra o Exército

Praça Tahrir levanta-se agora contra o Exército

Milhares de egípcios voltaram, esta sexta-feira, a encher a emblemática Praça Tahrir do Cairo. As imagens fazem lembrar as manifestações de Fevereiro, quando a multidão exigiu a saída de Hosni Mubarak. Desta vez dizem que o Egipto se levanta contra a permanência da Junta Militar no poder.

"Sexta-feira é a última oportunidade: estabilidade ou caos", escrevia o jornal governamental "Al-Ahram" na primeira página. Mohamed El- Baradei, ex-director da Agência Internacional de Energia Atómica, que sonha com a Presidência egípcia, uniu-se aos manifestantes,

O Exército nomeou um ex-primeiro-ministro do presidente destituído Hosni Mubarak, Kamal el-Ganzuri, para formar um novo governo, no lugar Esam Sharaf, que renunciou na passada segunda-feira. Mas a possível nomeação do economista de 78 anos não foi bem recebida na Praça Tahrir.

Os manifestantes exigem a saída do principal comandante das Forças Armadas, o marechal Hussein Tantawi, acusado de perpetuar o regime de Mubarak, e que os responsáveis pelas mortes de 41 pessoas - 36 delas no Cairo - nos últimos dias sejam julgados.

Entretanto, a organização Repórteres Sem Fronteiras recomendou aos meios de comunicação internacionais que não enviem mulheres jornalistas ao Egipto, depois de uma série de agressões sexuais. Quinta-feira, uma jornalista egípcio-americana acusou a polícia do Egipto de a agredir sexualmente durante horas. E uma repórter francesa também denunciou agressões sexuais numa manifestação no Cairo.

As eleições legislativas mantém-se para segunda-feira, mas aumenta para dois o número de dias de votação.

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