Economia

Preços mundiais de alimentos atingem valor mais elevado desde 2011

Preços mundiais de alimentos atingem valor mais elevado desde 2011

Os preços mundiais de alimentos aumentaram pelo 12.º mês consecutivo, atingindo o valor mais elevado desde 2011, segundo revela a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A agência das Nações Unidas revela todos os meses a média dos preços mundiais da carne, laticínios, cereais, óleo vegetal e do açúcar. O índice divulgado pela agência mostra que o preço do conjunto destes alimentos aumentou 4,8% relativamente ao mês de abril e 39,7% em relação ao mês de maio do ano passado.

O preço mundial da carne subiu cerca de 2,2% em relação ao mês de abril, registando o oitavo aumento mensal consecutivo. Estes valores são justificados pelo "aumento das importações dos países do leste asiático, como é o caso da China", "a desaceleração do abate de carnes bovinas" e "aumento da procura interna por carnes de aves e suínas nas principais regiões produtoras", segundo revela o relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

No caso dos laticínios, o preço mundial subiu 1,5% relativamente a abril e 28% em relação ao mesmo mês do ano passado. A agência apresenta como razões para este valor "os preços internacionais do leite em pó, que aumentaram as importações na União Europeia e na China".

O preço mundial dos cereais teve um aumento de 7,6% relativamente a abril e 36,6% face ao mês de maio de 2020. Este crescimento é explicado pelo "aumento do preço do milho nos Estados Unidos da América, que foi de 89,9% acima da média dos últimos três anos", e pelo preço mundial do arroz que "se manteve estável ao longo do mês".

Relativamente ao preço mundial do óleo vegetal, o valor subiu 7,8%, marcando por ser o 12.º aumento mensal consecutivo. A FAO aponta como razões o aumento do preço do óleo de palma e soja, que foi impulsionado "pelo lento crescimento da produção nos países do sudeste asiático" e pela maior procura no setor do biodiesel, que fez encarecer o preço do óleo de soja.

O preço mundial do açúcar aumentou 6,8% face ao mês de abril, sendo o segundo aumento mensal consecutivo e o maior nível desde março de 2017. Este valor está relacionado com as reduções nas colheitas de cana-de-açúcar no Brasil e pelo aumento da produção na Índia, que ajudou a atender a procura.

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A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura prevê ainda que a produção de cereais para este ano alcance mais de 2,8 milhões de toneladas, o que representa um novo recorde de 1,9% a mais que em 2020.

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