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Autarca do Rio de Janeiro foi detido em caso de corrupção

Autarca do Rio de Janeiro foi detido em caso de corrupção

Marcelo Crivella, presidente da câmara do Rio de Janeiro desde janeiro de 2017, foi detido esta terça-feira por suspeita de corrupção.

Marcelo Crivella foi detido em casa, na Barra da Tijuca, por volta das 6 horas (9 horas em Portugal continental), numa ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro, revela o portal de notícias brasileiro G1.

Antes de entrar nas instalações da polícia, garantiu que foi o autarca que mais combateu a corrupção e que espera por "justiça", acrescenta.

No âmbito da mesma operação também foram detidos o empresário Rafael Alves, o delegado reformado Fernando Moraes e o tesoureiro da campanha de Crivella, Mauro Macedo.

O G1 adianta que o ex-senador Eduardo Lopes também é alvo da operação, mas já não reside no Rio de Janeiro, pelo que terá de se apresentar às autoridades.

Em causa está uma investigação que teve início em 2018, depois da denúncia de Sergio Mizrahy, que admitiu ser responsável pela lavagem de dinheiro de um esquema de subornos e extorsão de empresários que queriam fazer contratos com a autarquia do Rio de Janeiro, segundo a acusação.

Marcelo Crivella, pastor evangélico de 63 anos, irá deixar o cargo no dia 1 de janeiro depois de ter perdido a reeleição para o seu antecessor, Eduardo Paes.

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Investigações no início deste ano mostraram que Crivella tinha laços estreitos com Rafael Alves, que teria prometido contratos governamentais em troca de pagamentos, disseram a polícia e os procuradores.

Alves nunca ocupou um cargo oficial, mas o seu irmão era o chefe do gabinete do Turismo da cidade e mantinha reuniões frequentes com Crivella. Os investigadores alegaram que Alves foi a pessoa que decidiu as empresas às quais iriam ser adjudicados contratos.

Jorge Felippe, presidente do conselho municipal, assumirá o cargo enquanto Crivella estiver detido.

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