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Presidente catalão oferece diálogo ao Governo

Presidente catalão oferece diálogo ao Governo

O presidente catalão Artur Mas afirmou, este sábado, estar disponível para dialogar com o Executivo espanhol "até ao último momento" para garantir que a consulta independentista de 9 de novembro decorre como previsto.

Mas assinou este sábado o decreto de convocatória do referendo independentista de 9 de novembro, ao qual o Governo espanhol, liderado por Mariano Rajoy, vai opor-se com dois recursos interpostos no Tribunal Constitucional.

Artur Mas assinou o decreto no palácio do Governo regional em Barcelona, na presença dos restantes elementos do executivo catalão e da presidente do parlamento daquela região espanhola, Nuria de Gispert.

"Hoje (sábado) é um dia que recordaremos para sempre", afirmou, num discurso na Gótica do Palau de la Generalitat, sede do Governo regional, destacando as "grandes mobilizações" a favor da consulta.

Mas afirmou que desde as últimas eleições regionais, em 2012, surgiu "uma maioria claramente a favor do direito a decidir" e que o executivo trabalhou sempre nas bases de ter amplas maiorias sociais, consenso político, aposta de diálogo e respeito pelos quadros legais.

"A Catalunha quer falar, quer ser escutada e quer votar", afirmou Mas.

"Estamos abertos a acordar a pergunta, a data e o quadro legal, temos estado e estamos abertos a acordar as condições para tornar possível a consulta até ao último momento, mas não podemos cair na armadilha da paralisação vestida de uma suposta legalidade", disse.

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Mas insistiu que sempre teve a mão estendida ao Governo e que o decreto que hoje assinou se baseia na lei de consultas que entrou hoje em vigor, oficialmente, com a sua publicação no Diário Oficial da Catalunha.

O momento histórico foi assinado por centenas de pessoas que convergiram no exterior da sede do Governo a quem, Mas, depois da cerimónia institucional disse estar "preparado" e "feliz" para o voto.

"Cabeça fria, coração quente, punho forte e pés no solo", disse, saudando os presentes no local, que repetiram gritos de "independência" e "presidente".

A consulta de 9 de novembro, hoje formalmente convocada, terá duas perguntas: "Quer que a Catalunha se converta num Estado?" e, em caso afirmativo, "Quer que este Estado seja independente?".

Durante uma visita oficial à China, Mariano Rajoy, presidente do Governo espanhol, revelou que vai convocar o Conselho de Ministros para uma reunião extraordinária na segunda-feira, para aprovar os recursos à consulta independentista catalã, que serão remetidos ao Tribunal Constitucional.

Esses recursos têm de ser aprovados pelo Conselho de Ministros, cabendo depois ao ministro da Fazenda e da Administração Pública, Cristóbal Montoro, solicitar um parecer ao Conselho de Estado.

O presidente do Governo, Mariano Rajoy, assinará depois o pedido que vai ser entregue à Advocacia do Estado para que a apresente no Tribunal Constitucional.

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