Crise

Presidente de Itália propõe Governo de emergência liderado por Mário Draghi

Presidente de Itália propõe Governo de emergência liderado por Mário Draghi

O chefe de Estado de Itália, Sergio Mattarella, encarregou o ex-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mário Draghi, para formar quarta-feira um governo de emergência face à pandemia que assola o país.

Mattarella também pediu ao Parlamento para aprovar o governo de emergência face ao fracasso das negociações entre as forças da antiga coligação para a formação de um novo executivo.

"Apelo às forças políticas do país para que deem vida a um Governo que não se identifique" com qualquer partido e que tenha "um alto perfil" para "enfrentar a atual emergência", disse Mattarella, ao referir-se à crise sanitária, económica e social que o país atravessa.

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Na intervenção, o presidente italiano admitiu que outra opção possível seria a convocação de eleições antecipadas, mas justificou a decisão de não o fazer porque acarretaria a falta de um Governo em pleno funcionamento durante meses cruciais na luta contra a pandemia.

O pedido de Matterella surgiu depois de o presidente da Câmara dos Deputados de Itália, Roberto Fico, lhe ter comunicado o fracasso da sua mediação para se formar um novo Governo, após a crise política aberta por Matteo Renzi, líder do partido Itália Viva (IV).

"Não se registou qualquer unanimidade nem disponibilidade para dar vida a uma maioria" entre os partidos da coligação, disse Roberto Fico à saída de um encontro com Mattarella, a quem comunicou a falta de consenso entre os partidos políticos da antiga coligação governamental liderada pelo então primeiro-ministro, Giuseppe Conte.

A saída da Renzi da coligação governamental desencadeou a crise política, agravada depois pela posterior demissão do primeiro-ministro italiano, há uma semana.

Terceira economia da zona euro e o primeiro país europeu a ser atingido duramente pela epidemia, Itália enfrenta a sua pior recessão desde a Segunda Guerra Mundial.

A crise governamental poderá ainda dificultar a aprovação de um novo plano de ajudas públicas de vários milhares de milhões de euros para apoiar os setores mais afetados pelos confinamentos para travar a progressão do novo coronavírus.

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