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Presidente do Eurogrupo descarta desembolso para a Grécia esta semana

Presidente do Eurogrupo descarta desembolso para a Grécia esta semana

O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, disse, esta terça-feira, que "não é tecnicamente possível" que haja um desembolso de dinheiro dos credores para a Grécia esta semana, mesmo se houver acordo sobre as reformas a adotar pelo país.

Em entrevista ao canal de televisão RTL, Dijsselbloem afirmou que tal "está praticamente descartado", explicando que depois de um acordo com Atenas, primeiro a nível técnico e depois a nível político no Eurogrupo, o país terá de começar a executar as medidas para mostrar que quer seriamente cumprir o acordado.

Também alguns parlamentos nacionais teriam de aprovar o acordo antes do desembolso do dinheiro

A Grécia poderá estar perto de fechar um acordo com os seus parceiros, depois de várias propostas e contrapropostas submetidas nos últimos dias pelas duas partes.

Na segunda-feira à noite juntaram-se em Berlim, para uma reunião de emergência sobre a situação da Grécia, a chanceler alemã, Angela Merkel, e os presidentes francês, François Hollande, da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, e ainda a diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

Atenas está, desde fevereiro, em negociações com a Comissão Europeia, FMI e BCE sobre reformas a serem adotadas pelo país que permitam ultrapassar o impasse e transferir para os cofres gregos a última tranche do atual programa de resgate, cuja parcela ascende a 7,2 mil milhões de euros.

A situação dos cofres públicos gregos é cada vez mais dramática, sobretudo quando este mês, além de outras obrigações, o país tem de fazer face ao pagamento de 1.500 milhões de euros ao FMI, a começar por 300 milhões de euros esta sexta-feira.

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Além do acesso à última tranche do resgate, para a Grécia também é importante alguma flexibilização por parte do BCE, nomeadamente o aumento do valor da linha de emergência em que os bancos gregos se podem financiar e a não colocação de mais exigências aos colaterais apresentados pelos bancos gregos para irem buscar dinheiro ao banco central.

O país gostaria ainda que a instituição liderada por Mario Draghi permitisse que o tesouro helénico emitisse mais dívida pública de curto prazo.

O Conselho de Governadores do BCE reúne-se esta quarta-feira, em Frankfurt, na Alemanha.

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