Crise

Presidente do Paquistão dissolve Assembleia Nacional 

Presidente do Paquistão dissolve Assembleia Nacional 

O presidente do Paquistão anunciou, este domingo, a dissolução da Assembleia Nacional, a pedido do primeiro-ministro Imran Khan, que anteriormente escapou a uma moção de censura.

Imran Khan pediu ao Presidente Arif Alvi para dissolver a Assembleia Nacional, ou Câmara Baixa do Parlamento, acusando a sua oposição política de trabalhar com os Estados Unidos para derrubar o seu governo.

"O presidente do Paquistão, Dr. Arif Alvi, aprovou o pedido do primeiro-ministro", preparando o terreno para as eleições antecipadas, indicou o gabinete do presidente em comunicado.

A dissolução da Assembleia Nacional conduzirá à convocação de eleições legislativas antecipadas no prazo de 90 dias, período durante o qual vigorará um governo interino, de acordo com a constituição do país.

A batalha entre Imran Khan, um campeão de críquete tornado líder islâmico conservador, e a sua oposição política mergulhou a nação em tumultos políticos.

Em plena batalha política, o primeiro-ministro paquistanês afirmou que procurará eleições antecipadas, após ter-se esquivado a uma moção de censura, e alegou que uma conspiração para derrubar o seu governo tinha falhado.

A sessão parlamentar terminou abruptamente e minutos depois, Imran Khan foi à televisão nacional para dizer que iria pedir ao presidente do Paquistão que dissolvesse o parlamento e convocasse eleições antecipadas.

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Os desenvolvimentos surgiram depois, com o ministro da Informação, Fawad Chaudhry, a acusar a oposição de conluio com uma "potência estrangeira" para encenar uma "mudança de regime".

A oposição, que disse que iria apresentar um protesto no parlamento, disse que a rejeição da moção de censura era ilegal e prometeu recorrer ao Supremo Tribunal do Paquistão.

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