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Presidente do Paraguai cai após ser acusado de incompetente

Presidente do Paraguai cai após ser acusado de incompetente

O liberal Federico Franco, ex-vice-Presidente, assume a Presidência do Paraguai após a destituição de Fernando Lugo, aprovada, esta sexta-feira, por 39 senadores do país, com apenas quatro votos contrários.

No seu discurso, Franco afirmou que irá manter um "padrão respeitador de comportamento" e que nomeará pessoas competentes e não "amigos" para as forças de segurança.

O novo Presidente do Paraguai também pediu apoio para o seu Governo e disse querer passar a faixa presidencial "democraticamente".

Frederico Franco ficará na presidência até agosto de 2013, data em que acabaria o mandato de Lugo. Em abril serão realizadas novas eleições presidenciais.

Os parlamentares, em grande maioria de oposição a Lugo, fizeram cinco acusações formais contra o então Presidente, entre elas falta de competência para combater atos de violência no país, onde um conflito entre policiais e camponeses resultou em 17 mortos na semana passada.

Os senadores também acusaram Lugo de apoiar uma manifestação de jovens de esquerda em 2009, de obrigar o exército a se submeter aos sem-terra e de violar leis paraguaias por ratificar um protocolo que prevê intervenção externa em caso de perigo à democracia.

A defesa de Lugo afirma que houve violação do procedimento jurídico na decisão dos senadores, que foi tomada em 24 horas, com rapidez incomum.

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Lugo afirmou que os princípios de defesa foram transgredidos de maneira "cobarde" e que a sua destituição foi um "golpe" contra a história e a democracia paraguaias, mas aceitou a decisão do Congresso e pediu a seus apoiadores que façam apenas manifestações pacíficas.

Na noite desta sexta-feira, confrontos violentos opuseram apoiantes de Fernando Lugo às forças policiais frente à sede do congresso, depois de o senado destituir o chefe de Estado.

O anúncio da destituição do Presidente, após um processo político que durou apenas algumas horas, provocou a cólera de vários milhares dos seus apoiantes, reunidos na Praça das Armas da capital paraguaia.

Alguns contestatários atacaram a polícia, que replicou com golpes de matraca, gás lacrimogéneo e canhões de água.

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