Crise

Presidente interina da Bolívia rejeita amnistia para Evo Morales

Presidente interina da Bolívia rejeita amnistia para Evo Morales

A Presidente interina da Bolívia, Jeanine Añez, disse hoje que não promulgará um projeto de lei apresentado por senadores com o objetivo de amnistiar Evo Morales, contra quem corre um inquérito por "sedição" e "terrorismo".

"Dissemos claramente que o meu governo não processará nenhum responsável político, sindical ou civil, mas dizemos também que todas as pessoas que cometeram crimes, que gozam com as leis, que cometeram abusos não serão amnistiadas", declarou a Presidente interina do país andino numa intervenção divulgada pela televisão boliviana.

Jeanine Añez assumiu funções em 12 de novembro, 48 horas depois da demissão de Evo Morales, atualmente exilado no México.

Os senadores do Movimento para o Socialismo (MAS), o partido de Evo Morales, apresentaram hoje um projeto de lei que visa exonerar Morales e o seu ex-vice-presidente, Álvaro García Linera, de qualquer processo judicial.

Na sexta-feira, o Ministério Público boliviano abriu um inquérito por "sedição" e "terrorismo" contra o antigo presidente, na sequência de uma queixa do ministro do Interior, Arturo Murillo.

O governo provisório acusa Evo Morales de estimular a instabilidade na Bolívia ao apelar aos seus apoiantes para "cercarem" e bloquearem as cidades em sinal de protesto contra a "ditadura" de Añez.

Evo Morales, por sua vez, diz-se vítima de um "golpe de Estado".

Morales abandonou as suas funções depois de três semanas de manifestações da oposição, que o acusou de "fraude" nas eleições presidenciais de 20 de outubro. O presidente cessante, que disputava um quarto mandato, afirmou ter vencido o escrutínio logo à primeira volta.

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