Ucrânia

Presidente ucraniano elogia apoio diplomático e militar ao país

Presidente ucraniano elogia apoio diplomático e militar ao país

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, congratulou-se com o apoio diplomático e militar ao país, que disse ser o mais significativo desde a anterior ofensiva da Rússia contra a Ucrânia, em 2014.

"O apoio diplomático à Ucrânia é o mais importante e incondicional desde 2014, e continua. A assistência militar e técnica à Ucrânia é a mais importante, a mais valiosa e continua a chegar", disse Volodymyr Zelensky esta terça-feira, na abertura da sétima sessão do Parlamento, em Kiev, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

O elogio de Zelensky ao apoio à Ucrânia face a uma nova ameaça de invasão pela Rússia, que mantém dezenas de milhares de soldados na fronteira ucraniana, foi feito no dia em que os primeiros-ministros britânico, Boris Johnson, e polaco, Mateusz Morawiecki, visitam Kiev.

Os dois dirigentes devem ser seguidos, no final da semana, pelo primeiro-ministro dos Países Baixos, Mark Rutte, e pelo presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

Na próxima semana, espera-se a presença em Kiev de cinco ministros dos Negócios Estrangeiros de países europeus, incluindo França e Alemanha.

"Esta intensidade de visitas é um fator importante para estabilizar a situação", disse Zelensky no Parlamento.

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Zelensky disse também que a Ucrânia está a trabalhar ativamente na organização de uma nova cimeira para resolver o conflito no Leste do país, no chamado Formato Normandia, com os líderes russo, francês e alemão.

Ainda no Parlamento, Zelensky assinou um decreto para aumentar a força do exército ucraniano em 100 mil soldados durante três anos, além dos atuais 250 mil.

"O decreto é o início da transição da Ucrânia para um exército profissional. O decreto é publicado, não porque haverá uma guerra em breve, mas para garantir que a paz venha em breve e prevaleça na Ucrânia", disse Zelensky, citado pela agência noticiosa ucraniana Ukrinform.

A Rússia anexou a península ucraniana da Crimeia em 2014, após uma revolução em Kiev a favor da integração europeia, que resultou no afastamento do então presidente pró-russo, Viktor Yanukovych.

Desde então, a Ucrânia também está em guerra com separatistas apoiados pela Rússia no Leste do país, num conflito que já provocou cerca de 14 mil mortos e 1,5 milhões de deslocados, segundo a ONU.

Apesar da assinatura de acordos de paz, o acordo político estagnou e a violência nunca parou completamente.

A Rússia é acusada pelo Ocidente de ter reunido várias dezenas de milhares de soldados na fronteira do seu vizinho nos últimos meses, em antecipação de uma possível invasão.

Moscovo nega qualquer intenção bélica, mas condiciona o desanuviamento da crise a exigências que diz serem necessárias para garantir a sua segurança.

Essas exigências incluem uma garantia de que a Ucrânia nunca será membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) e que a Aliança retirará as suas tropas na Europa de Leste para posições anteriores a 1997.

Os Estados Unidos rejeitaram as exigências russas, mas deixaram a porta aberta para conversações sobre outras questões de segurança, tais como destacamentos de mísseis ou limites recíprocos de exercícios militares.

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