Diplomacia

Presidentes dos EUA e China reúnem-se em abril na Florida

Presidentes dos EUA e China reúnem-se em abril na Florida

O presidente da China, Xi Jinping, vai-se encontrar com o homólogo norte-americano entre 6 e 7 de abril, no "resort" que Donald Trump tem na Florida, anunciou um porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

O encontro surge após uma fase de incerteza nas relações bilaterais, devido às repetidas acusações de Trump contra as políticas comerciais da China e a postura de Pequim face à Coreia do Norte.

A reunião é vista como crucial para determinar o futuro das relações entre as duas maiores economias do mundo nos próximos anos.

O encontro era tido como pouco provável até há cerca de dois meses, quando Trump suscitou protestos em Pequim devido às suas afirmações de que poderia vir a deixar de reconhecer a política "Uma só China".

Aquele princípio é visto por Pequim como uma garantia de que Taiwan é parte do seu território e não uma entidade política soberana e considerado a base para estabelecer relações diplomáticas com outro país.

Contudo, numa chamada telefónica realizada em meados de fevereiro, Trump voltou atrás e disse reconhecer o princípio, criando condições para Pequim e Washington discutirem um encontro.

O telefonema foi seguido pelas visitas do conselheiro de Estado chinês, Yang Jiechi, a Washington, e do secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, a Pequim.

Xi é o segundo chefe de Estado a visitar o "resort" de Trump em Mar-a-Lago, na Florida, que Trump designa da "Casa Branca de inverno".

O presidente do Japão, Shinzo Abe, visitou Donald Trump no mesmo "resort" em fevereiro passado, tendo ambos jogado golfe, num ambiente propício à criação de laços pessoais que Trump considera serem importantes.

Xi não deverá, no entanto, alinhar em partidas de golfe. O Partido Comunista Chinês considera a modalidade um desporto "burguês" e adotou várias medidas para travar a sua expansão na China, parte de uma campanha anticorrupção que puniu mais de um milhão de funcionários do Governo.

O caráter informal do "resort" de Mar-a-Lago permite a Trump receber o líder chinês sem as cerimónias habituais de uma visita de Estado.

Fontes diplomáticas em Pequim, citadas pela agência France-Presse, referem que os encontros irão ter como objetivo inicial permitir aos dois lideres conhecerem-se melhor, reservando questões sensíveis para reuniões posteriores.

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