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Primeira cimeira da UE a 27 marcada para a próxima quarta-feira

Primeira cimeira da UE a 27 marcada para a próxima quarta-feira

A primeira cimeira da União Europeia a 27, após a saída do Reino Unido, está agendada para a próxima quarta-feira, dia 29 de junho.

O colégio de comissários europeus vai reunir-se na segunda-feira para preparar a cimeira de líderes da União Europeia (UE) de terça e quarta-feira, em Bruxelas, sobre a saída do Reino Unido. James Cameron estará presente na cimeira na terça-feira, para informar os outros países do resultado do referendo, mas na quarta-feira a reunião já decorrerá apenas a 27.

Um total de 51,9% dos britânicos votou a favor da saída do país da UE num referendo realizado na quinta-feira, que contou com uma participação de 72,2% dos eleitores, levando o primeiro-ministro britânico, David Cameron, a anunciar a demissão, com efeitos a partir de outubro.

Em comunicado, a Comissão Europeia (CE), além de anunciar a reunião, declarou-se preparada para "desempenhar o seu papel nas negociações do artigo 50.º [do Tratado de Lisboa, sobre a saída de um Estado-membro]" e reafirmou que ficam anulados os termos do acordo entre Londres e os restantes 27 Estados-membros alcançado em fevereiro.

No documento, a CE sublinhou igualmente que, durante as negociações, os tratados e as leis comunitárias continuarão a aplicar-se ao Reino Unido.

Por sua vez, o Parlamento Europeu marcou para terça-feira de manhã uma sessão extraordinária.

Numa primeira reação, os presidentes das instituições europeias (Comissão, Conselho, Parlamento Europeu e presidência rotativa da UE) defenderam um 'divórcio' o mais rápido possível, "por muito doloroso que seja o processo".

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A Alta Representante da União Europeia para a Política Externa e de Segurança, Federica Mogherini, lamentou a saída do Reino Unido do bloco europeu, mas observou que "tempos difíceis exigem ainda mais liderança, determinação e unidade".

Numa declaração divulgada em reação ao resultado do referendo de quinta-feira no Reino Unido, a chefe da diplomacia europeia assegurou que "a União Europeia é e continuará a ser um ator forte" e um "parceiro fiável" na cena mundial, mas admitiu que não pode continuar como se nada fosse.

A também vice-presidente da Comissão defendeu ainda que o processo de saída do Reino Unido do bloco europeu deve processar-se da forma mais célere possível, pois os desafios que a UE enfrenta são demasiado urgentes e há por isso que evitar "incerteza institucional".

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