China

Primeira grávida condenada a prisão em Hong Kong

Primeira grávida condenada a prisão em Hong Kong

A justiça de Hong Kong condenou, na terça-feira, pela primeira vez, a uma pena de prisão de oito meses uma mulher do interior da China por ter mentido acerca da sua gravidez para poder dar à luz no território.

O Departamento de Imigração de Hong Kong indicou que pretende melhorar as comunicações com as transportadoras aéreas depois de Ye Qianfeng, de 26 anos, ter sido condenada a pena de prisão por prestar falsas declarações e apresentar documentos forjados, noticia, esta quarta-feira, a imprensa local.

A mulher deu entrada na antiga colónia britânica no final de agosto, proveniente de Guangzhou, quando estava grávida de 38 semanas, munida de um falso certificado médico falso que atestava que tinha completado somente 28 semanas de gravidez, segundo informações facultadas pelo Governo.

Ye Qianfeng, que afirmou ter-se deslocado à cidade para passear, deu à luz dez dias depois a um rapaz, enquanto estava já sob a investigação das autoridades. Dois meses antes, em junho, a sua entrada em Hong Kong tinha sido recusada por não possuir uma marcação no hospital.

Durante a investigação, a jovem confessou que estava grávida de 38 semanas e que tinha adquirido documentos falsificados a uma mulher desconhecida por 100 yuan (12 euros).

Entre janeiro e agosto deste ano, cerca de 3000 mulheres oriundas do interior da China que procuravam dar à luz em Hong Kong viram-lhes ser negada a entrada, isto quando no cômputo de 2011 foram interditadas cerca de 2000, das quais apenas 11 viram a pretensão gorada no aeroporto.

Com cerca de sete milhões de habitantes, Hong Kong tem estado a braços com um acentuado fluxo de milhares de mulheres do interior da China que pretendem dar à luz na cidade, de modo a garantir os direitos de residência das suas crianças na antiga colónia britânica e iludir a política do filho único no interior da China.

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As mulheres do interior da China foram responsáveis por quase metade dos 88 mil nascimentos em Hong Kong em 2010, facto que esteve na origem de um grande descontentamento social por causa da escassez de lugares para as parturientes locais nas maternidades do território e os consequentes custos crescentes relacionados com o parto.

O chefe do Executivo de Hong Kong, CY Leung, prometeu, em abril, banir as grávidas do interior da China, cujos maridos não eram de Hong Kong, de dar à luz em hospitais locais a partir do próximo ano.

Para este ano, o Governo definiu uma quota de 31 mil lugares para grávidas do interior da China em unidades hospitalares privadas e de 3400 nos hospitais públicos.

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