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Primeira reunião entre os chefes da diplomacia da China e EUA

Primeira reunião entre os chefes da diplomacia da China e EUA

O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, e o seu homólogo chinês, Wang Yi, realizaram esta sexta-feira a primeira reunião de alto nível entre a China e os Estados Unidos após a eleição de Donald Trump.

Depois de eleito, Trump começou por suscitar protestos de Pequim ao pôr em causa o princípio "Uma só China", visto pelo regime comunista como uma garantia de que Taiwan é parte do seu território e não uma entidade política soberana.

No entanto, o magnata reconsiderou aquela posição numa conversa por telefone com o presidente chinês, Xi Jinping, realizada na semana passada, abrindo caminho ao encontro entre Wang e Tillerson, à margem da cimeira do G20, que decorre na cidade alemã de Bona. Não foram ainda revelados detalhes sobre a conversa entre os dois.

Washington tem relações não oficiais com Taipé, para onde exporta armamento destinado a proteger a ilha no caso de a China tentar a reunificação através do uso da força.

Após ser eleito, Donald Trump aceitou falar por telefone com a líder de Taiwan, Tsai Ing-wen, quebrando com quase 40 anos de protocolo da diplomacia norte-americana.

Inicialmente, Wang não confirmou a presença na cimeira entre os ministros dos negócios estrangeiros dos países do G20. Foi só após o telefonema entre Xi e Trump que o representante chinês confirmou a participação.

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Trump descreveu a conversa com Xi como "muito calorosa", num aparente esforço para reduzir as tensões, após ter acusado a China de práticas comerciais desleais e de fazer pouca pressão para que a Coreia do Norte abandone o seu programa nuclear.

Vários membros da sua administração, incluindo Tillerson, também advertiram Pequim sobre a sua presença no Mar do Sul da China, insistindo que os EUA vão assegurar os seus direitos de navegação.

Ao anunciar a presença de Wang Yi, o ministério chinês dos Negócios Estrangeiros afirmou esperar que o encontro do G20 "envie sinais positivos ao apoiar o multilateralismo, reforce a governança global e crie uma economia mundial inovadora, interconectada, aberta e inclusiva".

Depois de a guerra civil chinesa ter acabado, com a vitória do Partido Comunista da China (PCC), o antigo governo nacionalista (Kuomintang) refugiou-se na ilha de Taiwan, onde continua a identificar-se como governante de toda a China.

Pequim considera Taiwan uma província chinesa e defende a "reunificação pacífica", segundo a mesma fórmula adotada para Hong Kong e Macau ("Um país, dois sistemas"). Porém, ameaça "usar a força" se a ilha declarar independência.

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