armas químicas

Primeira votação no Senado norte-americano será na quarta-feira

Primeira votação no Senado norte-americano será na quarta-feira

Uma primeira votação no Senado norte-americano sobre o projeto de resolução para autorizar os Estados Unidos a intervir militarmente na Síria realizar-se-á na quarta-feira, anunciou o líder da maioria democrata, Harry Reid.

Esta votação processual, que dará uma ideia do apoio de que beneficia a intervenção na câmara alta do Congresso, é a etapa prévia e indispensável à continuação da discussão do tema, à apresentação de propostas e à eventual adoção final da resolução, que poderá ocorrer até ao final da semana no Senado.

A resolução adotada, na quarta-feira, pela Comissão de Negócios Estrangeiros do Senado prevê limitar a 60 dias e eventualmente 90 dias qualquer intervenção militar na Síria e proibir o presidente, Barack Obama, de enviar tropas para o terreno.

Em caso de tentativa de obstrução por parte da minoria republicana, os democratas deverão obter não apenas uma maioria simples de 51 votos em 100, mas uma maioria qualificada de 60 votos.

Dos 100 senadores, 24 declararam-se até agora a favor de uma intervenção na Síria, 20 opõem-se-lhe e 56 estão indecisos, segundo uma contagem feita pelo "New York Times".

O grupo democrata (52 senadores democratas e dois independentes) está dividido e deverá, em qualquer caso, receber o apoio de republicanos para que a resolução possa ser adotada.

Por sua vez, a Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, não anunciou o calendário para a votação, tendo-se os republicanos limitado a prever uma votação "nas próximas duas semanas".

Entretanto, depois de uma proposta feita pelo chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, ao seu homólogo sírio, instando Damasco a colocar sob controlo internacional o seu arsenal químico, os Estados Unidos acolheram-na favoravelmente, mas com prudência.

Tony Blinken, conselheiro adjunto de segurança nacional, indicou que os Estados Unidos receberão favoravelmente qualquer plano para a Síria abandonar as suas armas químicas, mas expressou o seu ceticismo quanto às intenções do regime do Presidente Bashar al-Assad.

Na conferência de imprensa diária na Casa Branca, o conselheiro do presidente norte-americano declarou que os Estados Unidos analisarão "de perto" a proposta da Rússia, comentando que foi a ameaça de uma intervenção militar norte-americana contra o regime do Presidente sírio que levou a este desenvolvimento.