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Primeiro-ministro da Arménia disposto a convocar eleições antecipadas em 2021

Primeiro-ministro da Arménia disposto a convocar eleições antecipadas em 2021

O primeiro-ministro arménio declarou-se esta sexta-feira disposto a convocar legislativas antecipadas em 2021 e a deixar o cargo se o seu partido perder as eleições, após a Arménia ter perdido a guerra de Nagorno-Karabakh com o Azerbaijão.

"Convido as forças parlamentares e extraparlamentares interessadas para consultas sobre a realização de eleições legislativas antecipadas em 2021", escreveu Nikol Pashinyan na sua conta na rede social Facebook.

Trata-se da primeira vez desde o início da crise política provocada pela guerra no enclave de Nagorno-Karabakh (em território do Azerbaijão, mas controlado por arménios) que o chefe do governo arménio se pronuncia publicamente sobre a realização de eleições antecipadas, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

"Também estou disposto a deixar o cargo de primeiro-ministro como resultado da decisão do povo", disse, adiantando que se o povo o apoiar nas eleições continuará a liderar o país "neste momento difícil".

Pashinyan considerou que a oposição não conta com o apoio dos cidadãos, já que os seus protestos diários contra o governo reúnem cada vez menos pessoas.

"O número dos seus partidários está no mínimo e os protestos perderam força", indicou o primeiro-ministro após mais uma manifestação antigovernamental em Erevan, onde foram detidas 15 pessoas.

A oposição arménia vem exigindo a renúncia de Pashinyan desde 10 de novembro, quando entrou em vigor um cessar-fogo em Nagorno-Karabakh mediado pela Rússia.

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Segundo o acordo assinado pelos líderes da Arménia, Azerbaijão e Rússia, Erevan perdeu 70% do território que ocupava na região desde a guerra de 1992-1994.

Cerca de 5.500 militares e 150 civis morreram na guerra de 44 dias.

Sondagens indicaram que a popularidade do primeiro-ministro arménio, de cerca de 85% antes da guerra, caiu para metade depois da assinatura do acordo sobre o enclave.

No entanto, a maioria da população tem preferido manter-se à margem dos protestos, por considerar tratar-se de uma luta política entre o atual governo e as antigas elites do país, refere a EFE.

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