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Primeiro-ministro da Macedónia do Norte demite-se

Primeiro-ministro da Macedónia do Norte demite-se

O primeiro-ministro da Macedónia do Norte, Zoran Zaev, demitiu-se, esta quarta-feira, formalmente do cargo, uma decisão já anunciada na sequência da pesada derrota do seu Partido social-democrata (SDPM) nas eleições locais de outubro.

Zaev será substituído por um antigo vice-ministro das Finanças, Dimitar Kovachevski, eleito novo líder do partido em 13 de dezembro, e após Zaev também se ter escusado em manter a liderança dos sociais-democratas. "Os resultados das últimas eleições, apesar de locais, tiveram um pesado significado no atual momento político em que o país se encontra", disse Zaev numa carta onde justifica a sua resignação.

O parlamento da Macedónia do Norte deverá aceitar formalmente a demissão de Zaev na quinta-feira.

Nos próximos dez dias, o Presidente Stevo Pendarovski deverá mandatar a coligação liderada pelos sociais-democratas, que garante a maioria no parlamento de 120 lugares, para a formação de novo Governo.

Os sociais-democratas asseguraram a maioria no hemiciclo, evitando eleições antecipadas, após promoverem um acordo com um pequeno partido da minoria albanesa e assegurarem o controlo de 64 lugares.

Após receber o mandato, Kovachevski, 47 anos, terá 20 dias para apresentar no parlamento um novo Governo, que deverá ser legitimado em meados de janeiro.

Zaev liderava o SDPM desde 2013 e assumia o cargo de primeiro-ministro desde 2016. Assegurou a integração da Macedónia do Norte na NATO após o fim da disputa de décadas com a vizinha Grécia em torno do nome do país. No entanto, não garantiu progressos nas suas ambições de adesão à União Europeia, em particular devido a um contencioso histórico com a Bulgária, outro país vizinho e também membro da UE.

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Esta quarta-feira, Zaev considerou que o acordo com a Grécia "permitiu assegurar uma paz duradoura, segurança, e criou as condições para o bem-estar económico do povo".

O VMRO-DPMNE, centro-direita e o principal partido da oposição, insiste em eleições antecipadas e considera que o novo Executivo apenas deve garantir legitimidade através do voto.

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